Para acompanhar retomada do crescimento econômico, empresas precisam mudar urgentemente o seu modelo de gestão e inovar

Para acompanhar retomada do crescimento econômico, empresas precisam mudar urgentemente o seu modelo de gestão e inovar

Nos últimos dias eu tenho conversado com vários executivos financeiros e empresários dos mais diferentes setores e portes e tenho sentido um grande otimismo em relação ao ambiente econômico para os próximos anos. Aliás, este estado de espírito positivo em relação ao futuro eu não via há muito tempo e, realmente, o que se espera é um ambiente econômico melhor a partir de 2019.

Antes de mais nada, para enfrentar o novo momento de mercado e a construção do futuro, as empresas precisam mudar urgentemente o seu modelo de gestão, que na avaliação de muitos consultores está sucateado. Por isso, o que se vê hoje, principalmente nas grandes empresas, é um índice elevado de infelicidade das pessoas no trabalho e a dificuldade das companhias em reter e engajar seus colaboradores.

A verdade é que muitas organizações estão investindo em reestruturações de Recursos Humanos, definições de planos de carreiras, cargos e salários e para tal contratam consultorias. No entanto, essas mesmas empresas se esquecem de pensar nos fatores que motivam os profissionais diariamente. Dentro do novo modelo de gestão, a maior meta a ser perseguida é a motivação. As organizações que quiserem equipes motivadas, envolvidas com o trabalho, criativas, que opinam, sugerem, criticam e apontam melhorias, terão que proporcionar um ambiente de trabalho onde as pessoas gostem de estar, pois é neste local que elas passam a maior parte de seu tempo.

Outra realidade vivida pelas empresas é o chamado “apagão de lideranças”. Ou seja, estão faltando líderes em quantidade e qualidade para sustentar a estratégia empresarial. Isso sem contar os processos de sucessão, onde fica evidente o sumiço de sucessores devidamente reconhecidos pelos executivos e pela empresa como um todo. Por isso, outro desafio daqui para frente é desenvolver líderes em todos os níveis da organização.

Por fim, outro enorme desafio para empresas poderem acompanhar o crescimento econômico que deve acontecer, é a inovação e isso não significa só tecnologia. As empresas precisam inovar no modelo de negócios, na forma de se relacionar com os clientes e na maneira de se engajar com seus parceiros comerciais e colaboradores. Os empresários que continuarem pensando que os maiores problemas dos negócios decorrem da política e da economia não vão se dar bem, já que a única maneira de se manter vivo e mais competitivo no mercado, daqui para frente, é inovar.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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