Como a liderança dinâmica vai mudar as empresas

Como a liderança dinâmica vai mudar as empresas

Liderança é a capacidade de unir pessoas para solucionar problemas complexos. Além disso, é a liderança de design que leva as pessoas a enxergarem as coisas de uma maneira diferente. Dentro desse contexto, surge um modelo que tem como objetivo melhorar a gestão empresarial e consequentemente o desempenho das companhias brasileiras: a liderança dinâmica, uma definição nova, mas que tem adquirido bons resultados nas companhias que já a inserem no seu dia a dia.

“Percebemos que as empresas estão mudando seu modelo de gestão. A tendência é o que chamamos de liderança dinâmica, que é a oportunidade de criar melhores conexões dentro das organizações em um contexto cada vez mais complexo”, afirma Mário Rosa (foto), sócio e responsável pela Echos, laboratório de inovação que utiliza o Design Thinking para propor soluções que transformam realidades e constroem futuros desejáveis.

A ideia é não ter um líder fixo. Toma a frente do projeto quem é especialista no assunto naquele momento ou quem tem uma visão criativa. Fato que gera um ambiente de construção de times orgânicos e não um clima de competição. De acordo com o especialista, o que vemos hoje são organizações extremamente hierarquizadas, que são modelos que buscam eficiência de reprodução das mesmas coisas, e não voltados para inovação.

“Gosto de fazer uma comparação entre orquestra sinfônica e o jazz. A orquestra representa o modelo como temos hoje em grande parte do mercado, com um maestro que comanda músicos em um processo rígido que precisa seguir a partitura, focada na excelência, no cumprimento das orientações, sem desvio de padrão estabelecido. Já no Jazz, hora você está solando, hora você está fazendo a base para enaltecer o solo de outra pessoa. O líder não é aquele que sabe a resposta, impossível saber a resposta nesse contexto de incertezas que a gente vive hoje”, pontua.

O contexto de hoje é marcado por uma série de transformações, que carregam uma grande complexidade de informações, dados e acontecimentos. Além disso, a velocidade faz com que esses fatos não tenham uma resposta única em um modelo estruturado, assim como acontece nas orquestras sinfônicas. Isso acaba criando um afastamento do mundo e da complexidade do que está acontecendo do lado de fora. E é justamente isso que causa a morte de muitas empresas.

De acordo com Rosa, a liderança dinâmica proporciona ganho de autonomia e ganho de performance. “Os grandes líderes são aqueles que levam pessoas para achar soluções navegando na complexidade e não sabendo qual é a resposta, mas sabendo como navegar nesta complexidade para chegar até boas respostas”.

Fora do Brasil, o Spotfy é um grande case de liderança dinâmica. O modelo organizacional da companhia conta com times menores, que têm autonomia para tomada de decisão e desenvolvimento do começo ao fim de projetos. Essa configuração traz fluidez e facilidade para chegar em uma nova lógica, que é diferente de uma prática impositiva. Já no país, a Alelo está fazendo um ótimo proveito dos seus times de inovação, utilizando os mesmos modelos do Spotfy, conseguindo, dessa forma, chegar a soluções com métricas diferenciadas.

É nesse momento que surge a necessidade de times multidisciplinares. “Equipes de alta performance são cada vez mais demandadas pelas organizações justamente para criar essas pontes com o nosso contexto que está mudando cada vez mais e mais rápido. Esse modelo vem transformar as empresas de forma a ajudá-las a evoluir no caminho da inovação”, garante o especialista.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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