Fintech cria carteira que supera em mais de duas vezes índice da Ibovespa durante as eleições

Em outubro, a carteira sugerida pela Toro Investimentos teve o melhor desempenho do mês, entre as principais instituições financeiras do país acompanhadas pela Exame. A carteira da corretora apresentou uma valorização de 23,1%, enquanto a Ibovespa registrou 10,19%. A corretora lançada em julho deste ano já havia ocupado a segunda posição no mesmo ranking em setembro, com diferença percentual de desempenho menor do que 2% da primeira colocada.
Neste período, a Bolsa de Valores apresentou um panorama atípico devido à eleição presidencial, criando movimentos que alteraram o perfil das aplicações. Investidores com mais experiência destinaram seu capital em ações favorecidas pelas propostas dos candidatos que lideravam as pesquisas e aqueles não acostumados com a rotina do mercado agiram com mais cautela.
Visando ativos que pudessem performar acima do Ibovespa, os analistas da Toro se basearam na previsão de uma vitória do então presidenciável Jair Bolsonaro, que apresentava larga vantagem na corrida eleitoral para recomendarem uma carteira dando preferência a estatais e ao setor bancário. “Sem muitas dúvidas olhando para essa estratégia que apostava na vitória do Bolsonaro, recomendamos Petrobrás (PETR4), Banco do Brasil (BBAS3) e Itausa (ITSA4), todas em tendência de alta e com ponto gráfico em região interessante para compra” afirma Rafael Panonko, analista-chefe da Toro Investimentos.
Além dos três ativos citados, a carteira da Toro foi composta pelas ações da BRF (BRFS3) e Marisa (AMAR3). “O cenário que prevíamos ocorreu e nossa estratégia saiu conforme o planejado. Conseguimos uma rentabilidade superior ao dobro do Ibovespa no mês de outubro, fato esse que ajudou a gerar uma rentabilidade acumulado em 2018 de 41%, enquanto o Índice Bovespa que serve de referência para nossa carteira, está em 14,43% no ano”.
Acreditando na continuidade da tendência de alta, porém em menor intensidade, as ações selecionadas para novembro foram Lojas Americanas (LAME4), Instituto de Resseguros do Brasil (IRB3), Qualicorp (QUAL3), Petrobrás (PETR4) e JBS (JBSS3). As expectativas em relação a equipe econômica e os possíveis ministros devem ser acompanhadas de perto pelos investidores nesse período de transição de governo e podem dar o ritmo da oscilação da bolsa até o final do ano.
“Nossa recomendação para este mês é mesclar a carteira com ativos que caíram forte no curto espaço de tempo e devem recuperar no curto prazo e ativos que estão em clara tendência de alta acompanhando o Ibovespa” explica Panonko.”








