Pequenos empresários do varejo recorrem à tecnologia para reduzir perdas nas vendas com cartão

Pequenos empresários do varejo recorrem à tecnologia para reduzir perdas nas vendas com cartão

O aumento no uso do cartão de crédito e débito pelos consumidores está forçando os pequenos e médios varejistas a buscarem soluções para reduz as perdas financeiras com o uso dessa modalidade. Isso acontece em razão de falhas na conciliação das vendas. Boa parte está recorrendo à automatização, com ferramentas de gestão, para facilitar na conferência das vendas na saída do caixa com as operadoras de cartão.

“Sempre recorri à tecnologia para fazer a gestão financeira do negócio. Mas havia problemas com vendas em operações realizadas por cartão de crédito”, diz o empresário Vitor Crespo Cordeiro, proprietário de uma loja de artigos esportivos e de vestuário. Cordeiro conta que 80% das vendas feitas em seu estabelecimento são na modalidade crédito. “Já tive prejuízo com vendas canceladas, com mensalidades de máquinas e com duplicidade e taxas de operação de vendas com cartão, que foram cobradas a mais”, relata.

A dificuldade de Cordeiro no controle das vendas por cartão é compartilhada por outros pequenos empresários. Pesquisa realizada pelo Sebrae Nacional revela que 44% dos empreendedores aceitam o cartão de crédito e débito como forma de pagamento, mas somente 16,5% usam recursos tecnológicos, como computadores ou dispositivo móveis, para registrar essas receitas.

3% das vendas com cartões são perdidas

O dado é mais preocupante quando se verificam os prejuízos que ocorrem nas transações. Estima-se que 3% das vendas feitas com cartões podem ser perdidas por equívocos e falhas nos sistemas das operadoras. Isto ocorre por erros em conciliar as vendas efetuadas no crédito e débito.

As compras com cartão de crédito, débito e pré-pagos cresceram 14,7% no terceiro trimestre do ano, em comparação com o mesmo período de 2017, informou a Associação Brasileira das Empresas de Crédito e Serviços (Abecs). Esse resultado foi puxado sobretudo na modalidade crédito, que movimentou no período um montante de R$ 244,4 bilhões.

É justamente nesse ponto da gestão que os empresários devem dedicar mais atenção, explica Henrique Carbonell, sócio-fundador da Finanças 360º, empresa especializada em gestão financeira para o pequeno e médio varejo. Segundo ele, diversas lojas fecham suas portas, não necessariamente porque as vendas estavam em queda, mas por total descontrole de gestão financeira”, afirma.

Para o sócio fundador da Finanças 360º, é essencial realizar a conciliação das vendas por cartão, ou seja, o controle nessa modalidade. “Caso contrário, o empresário não terá uma real visão de fluxo de caixa, o que afetará a lucratividade, em virtude de perdas financeiras e ineficiência operacional”, diz ele. Para o executivo, “a conciliação automática de cartões permite ao gestor reduzir suas perdas financeiras que, sem controle, se tornam invisíveis”, afirma.

Para automatizar a gestão de vendas de sua loja, a empresária Viviane Burger também investiu em tecnologia. Proprietária de uma franquia especializada em artigos de moda praia, Viviane relata que é extremamente complexo. Realizar o controle manual para encontrar divergências no recebimento das vendas feitas por cartão ou nas taxas cobradas pelas administradoras.

Solução dos problemas

Para solucionar os seus problemas, Viviane buscou uma ferramenta que automatizasse a gestão de sua empresa. “A tecnologia envolvida nessa solução permite importar e analisar arquivos de várias fontes, seja das operadoras de cartão ou dos próprios bancos”, diz Viviane. De acordo com ela, o recurso possibilita visualizar exatamente as vendas feitas por cartão e identificar se ela foi reconhecida e se o valor será recebido. “Caso tenha alguma divergência, seja de não pagamento ou de taxas cobradas em excesso, é possível detectar de forma imediata”, afirma a empresária.

O sócio fundador da Finanças 360º ressalta que, ter essa visão ampla do negócio, é primordial para uma gestão financeira eficiente, sobretudo para o pequeno varejista, que possui margens mais estreitas. “É fundamental que o empresário saiba o que está acontecendo no seu negócio e, com a conciliação automática, o gestor consegue fazer um processo que lhe tomaria muito tempo e tiraria o foco da sua operação”, aponta.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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