81% dos industriais do Paraná estão otimistas para 2019

81% dos industriais do Paraná estão otimistas para 2019
Edson Campagnolo: novo cenário abre uma grande oportunidade para a realização das reformas 

Mais de 80% dos industriais do Paraná estão otimistas com relação aos seus negócios em 2019. Este é o melhor índice de expectativa da pesquisa Sondagem Industrial realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) nos últimos seis anos. No ano passado, o porcentual de otimismo foi de 63,57%. Desde 1996, quando a pesquisa teve início, o pior ano em relação ao otimismo foi 2016, quando apenas 33% dos industriais mostraram boas expectativas em relação ao próximo ano.

Participaram da pesquisa 620 indústrias de todas as regiões do Paraná, e de todos os portes, sendo 425 delas com matriz no estado. No total, as empresas ouvidas são responsáveis pela geração de 75,7 mil empregos. A 23ª edição da Sondagem Industrial, pesquisa anual da Fiep, revela ainda que entre os otimistas, 37% preveem aumento de vendas, 36% confirmaram que farão investimentos e 27% que devem aumentar as contratações de trabalhadores no próximo ano.

O estudo da Fiep também mostra que o percentual de industriais pessimistas é de 0,81%, o menor de toda a série desde 1996, e que 18% estão em dúvida de como será o cenário do próximo ano. Os índices são melhores do que os divulgados no ano anterior, quando os pessimistas somaram 5,78% e outros 30,65% não souberam opinar sobre como seria 2018 para sua empresa. Confira o estudo completo aqui!

“Os leves sinais de recuperação da economia ao longo de 2018 e, principalmente, a definição do quadro eleitoral trouxeram de volta o otimismo dos industriais”, afirma o presidente da Fiep, Edson Campagnolo. “Esse novo cenário abre uma grande oportunidade para a realização de reformas que melhorem o ambiente de negócios no Brasil, e isso se reflete no aumento da confiança dos industriais, com boa parte deles inclusive prevendo novos investimentos para 2019”, acrescenta.

Estratégias das empresas

Para 2019, a prioridade do industrial será o foco no cliente. Esta foi a estratégia escolhida por 38% dos entrevistados. O desenvolvimento de negócios vem em segundo lugar, com 35%, e 20%, responderam que pretendem avançar em desenvolvimento e inovação de produtos. Outro item que chama a atenção é a intenção do industrial de contribuir para desenvolver e aumentar a satisfação do quadro de colaboradores como principal estratégia do ano, com 19,5%, e de 18,5%, respectivamente. “Durante a crise, pelas imensas dificuldades enfrentadas pela grande maioria das empresas, a prioridade dos industriais era manter vivos seus negócios. Agora, com um cenário mais favorável, eles voltam a se preocupar mais com o aprimoramento de seus negócios, e o investimento na satisfação e na qualificação dos colaboradores é um aspecto importante dessa estratégia”, diz Campagnolo.

Com relação aos investimentos, estão no topo da lista do empresário a aposta em produtividade e em melhoria em processos, ambas em 34% das opiniões divulgadas. Seguem ainda entre as prioridades o investimento em tecnologia, com 32%, e o aumento da capacidade produtiva, com 30%. Desenvolvimento de produtos vem logo em seguida, com 29%, e qualidade está em 27% das respostas.

Sobre 2018

Quando o industrial avalia o modo operacional deste ano, a conclusão é de que o principal fator que influenciou o aumento da produtividade foi um melhor gerenciamento de pessoal, apontado por 28% dos entrevistados. Já a modernização tecnológica e a melhor gestão das informações ficaram empatadas, ambas com 17% das escolhas dos empresários. Cerca de 25% dos entrevistados afirmaram não terem tido aumento de produtividade este ano.

Para se manter em dia com a inovação tecnológica, 21% dos industriais inovam por meio da gestão da propriedade industrial e intelectual. Cerca de 20% executam estratégias em modernização tecnológica, e 16% optam por fazer prospecção tecnológica e monitoramento.

Competitividade interna e externa

Para enfrentar a competitividade dentro do país, os industriais apontam que as maiores dificuldades são as altas cargas tributárias (46%) e os elevados encargos sociais (41%). Outros 30% atribuíram ao elevado custo financeiro a dificuldade de disputar espaço internamente. A burocracia, 24% das respostas, é o principal entrave na competição no mercado internacional, segundo os entrevistados. Também foram apontados como itens que impactam negativamente a competitividade externa a elevada carga tributária (23%) e o alto custo dos encargos sociais (20%).

O investimento em inovação é apontado por 20% dos respondentes como ferramenta para enfrentar a concorrência dos produtos importados e também para ganhar espaço no comércio internacional. E tanto com foco no mercado externo quanto interno, 38% respondeu que a melhor alternativa é um olhar para dentro da empresa, com enxugamento dos custos, assim como qualificação de pessoal, escolha de 29%, e lançamento de novos produtos, com 28%. O alto custo dos transportes, que ano passado foi a principal queixa dos entrevistados em relação à perda de competitividade, este ano ficou em quarto lugar, com 16% das respostas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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