Estimativa econômica é melhor para 2019

Estimativa econômica é melhor para 2019

Diante de tantas instabilidades políticas e casos de corrupção, o Brasil viveu os últimos anos de forma derradeira em seu crescimento econômico, no entanto, é fundamental que as empresas mantenham seus planejamentos em dia diante das perspectivas de melhora a partir de 2019, com a entrada de um novo governo que tem mantido os investidores mais otimistas com relação ao Brasil. O setor de indústrias, motivado cada vez mais pelas tecnologias 4.0, é um deles.

Apesar de pesquisas recentes indicarem um índice econômico mais baixo do que o esperado em um primeiro momento, o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef) – de Campinas, afirma que 87% dos empresários acreditam em uma melhora da economia e que 67% deles pretendem criar novas vagas de empregos. O CFO da KION South America, Ricardo Eguchi (foto), recentemente premiado pelo Instituto com o troféu Equilibrista 2018, concorda com este otimismo do mercado em relação ao que se deve esperar do próximo ano.

“Temos uma perspectiva muito positiva, muito importante e clara de um cenário cada vez melhor diante de ações e uma equipe econômica mais bem estruturada. Os próximos meses serão decisivos e talvez possamos até mesmo superar os estimados 2,5% de crescimento, que já é superior ao do ano passado”, afirma. Para Eguchi, os setores que mais irão se beneficiar deste novo cenário são a agricultura e as indústrias, que têm anos de demanda reprimida ou negativismo, e justamente por isso deve ser um dos primeiros a sentir a melhora do mercado. Porém, para se chegar lá, será necessário ter paciência e, principalmente, uma boa administração.

“O governo deve fazer o saneamento do déficit, que está atrelado ao grau de credibilidade econômica para melhorar a imagem do Brasil frente às agências de risco. Infelizmente não estamos mais entre os mais confiáveis e isso gera um bloqueio de empresas e fundos, que deixam de investir aqui, mas talvez com ações de mais desenvolvimento, se tivermos uma política clara do que vai acontecer nos próximos anos, o país irá surfar em uma onda de crescimento”, analisa o especialista da KION. Para ele, o conjunto deste novo cenário administrativo e econômico aliado à nova tecnologia da indústria 4.0, será também uma das responsáveis por alavancar o Brasil. Mas o que isso quer dizer, especificamente?

“Máquinas autônomas para melhorar a eficiência do cliente que preza cada vez mais pelo desempenho, principalmente no setor de logística. Por isso nós temos a Dematic, que trabalha com a tecnologia 4.0 nesse segmento e que hoje representa entre 30% e 40% do faturamento mundial do grupo”, afirma. A estimativa é que a indústria de automação passe a representar ainda 60% do faturamento da companhia até o ano de 2027.

“Não digo que os outros segmentos vão deixar de crescer, pelo contrário, vão crescer ainda dois dígitos. Porém, esta área de tecnologia é assim: no começo são uma barreira de entrada e depois elas se mostram como um grande diferencial da economia”, afirma Eguchi, que acredita ainda que nos próximos anos a empresa deve expandir o seu número de funcionários – que atualmente passam de 30 mil colaboradores no mundo – com a geração de novos empregos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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