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Preço baixo é chamariz para a pirataria

O Dia Nacional de Combate à Pirataria é celebrado, anualmente, em 3 de dezembro. A intenção é alertar a população sobre os riscos e prejuízos provocados por essa prática recorrente no Brasil e em outros lugares do mundo, mas que, mesmo assim, se mantém como parte da cultura brasileira. Uma pesquisa da Fecomércio MG, realizada com consumidores de Belo Horizonte, reforça a importância da data, ao comprovar que 61,8% já compraram esse tipo de artigo, percentual estável em relação ao ano passado (61%). Os preços mais baixos continuam sendo o principal atrativo, conforme justificam 80,9% dos entrevistados.

O levantamento tem o objetivo de analisar a disposição do cidadão para adquirir esses itens, bem como sua avaliação sobre tais produtos, contribuindo, assim, para a mudança desse cenário. “Em alguma medida, as pessoas continuam adquirindo artigos falsificados ou que violam as leis de propriedade intelectual e direitos autorais. Ao longo dos anos, na tentativa de economizar, as famílias têm recorrido a itens cujos valores são mais baixos e que, em muitos casos, têm origem incerta”, argumenta o economista da Federação, Guilherme Almeida.

A pesquisa mostra, na passagem de 2017 para 2018, um recuo de 41% para 31,3% no percentual de clientes que consumiu produtos piratas nos últimos 12 meses. No entanto, segundo o economista, o dado ainda não é suficiente para indicar uma tendência para o futuro. “Muitos fatores podem explicar essa redução. Então, precisamos acompanhar se essa trajetória se repetirá nos próximos anos para afirmar que o consumo de pirataria está efetivamente caindo”, pondera Almeida.

Até o momento, a grande maioria dos consumidores (84,5%) alega ter se frustrado com a compra de algum item ilegal. Porém, a procura continua grande. Os CDs e DVDs estão no topo da lista de preferências, sendo os escolhidos por 64,6% dos clientes. Na sequência, aparecem roupas (12,9%), eletrônicos (10,7%), calçados (9%), óculos (8,4%) e acessórios para celulares e computadores (7,9%). Adquirir artigos piratas fez parte, principalmente, do cotidiano dos homens (35,8%) e dos jovens de 16 a 24 anos (51,6%) nos últimos 12 meses. Por regiões, o maior consumo ocorreu entre os moradores das regionais Nordeste (45,5%), Oeste (44,1%) e Leste (43,9%) da capital.

Prejuízos

Embora seja crime e provoque diversos danos ao mercado formal e até mesmo aos próprios compradores, grande parte dos consumidores de produtos piratas não percebe claramente os impactos negativos dessa escolha, na avaliação do economista da Fecomércio MG. “Existem perdas financeiras para os setores empresariais e os governos federal, estadual e municipal, em função da so­negação fiscal. Além disso, a vítima pode ser o cliente, que é lesado com uma compra de baixa qualidade e sem qualquer garantia”, reforça Almeida.

Nesse sentido, o levantamento mostra que, enquanto a maioria dos belo-horizontinos entende que a pirataria prejudica o fabricante ou o artista (95,3%), alimenta a sonegação de impostos (92,5%) e compromete o faturamento do comércio (89,8%), cerca de 40,5% dos entrevistados deixa de associá-la ao desemprego. Além disso, mais da metade (50,2%) não acredita que baixar filmes, músicas e jogos da internet seja crime, em caso de uso pessoal. No entanto, quem compra produtos piratas pode responder por receptação, infração prevista no artigo 180 do Código Penal.

Acesse a íntegra da Pesquisa Pirataria – Opinião do Consumidor 2018, no site da Fecomércio MG: http://www.fecomerciomg.org.br/wp-content/uploads/2018/11/2018-Pirataria1.pdf

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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