Ano começa com o brasileiro confiante na economia e relação comercial do Brasil com os EUA pode mudar

Ano começa com o brasileiro confiante na economia e relação comercial do Brasil com os EUA pode mudar

Mais de 65% dos brasileiros acreditam que o cenário econômico do país irá melhorar com o governo de Jair Bolsonaro, de acordo com pesquisa recente do Datafolha. Este é o melhor índice apurado desde 1997. No levantamento anterior realizado pelo mesmo instituto, o número de confiantes em uma retomada econômica era bem menos expressivo, 23%.

Com mais de 25 anos de experiência na América, Carlo Barbieri (foto), economista e analista político, que dirige o Oxford Group – Instituto responsável pela internacionalização de empresas do Brasil para os EUA –, projeta que o novo ano será de novos ares e oportunidades para o Brasil, principalmente no mercado externo.

“Estamos vivendo um dos momentos mais auspiciosos para a relação entre Brasil e Estados Unidos, em especial na área da economia. Pela primeira vez em décadas devemos ter duas gestões presidenciais com discernimento sobre o potencial do livre comércio entre os países. É uma chance única do Brasil empreender mudanças e tirar proveito dessa relação”, afirma Barbieri.

Segundo o economista, a consultoria Oxford Group acompanha as movimentações do mercado para auxiliar empresários brasileiros que desejam abrir negócios e investir nos Estados Unidos. “Detectamos em nosso escritório em 2018 um percentual de mais de 60% no número de pedidos de internacionalização de empresas para os EUA. A briga comercial de Trump com a China já favorece o Brasil. Espera-se que o novo governo brasileiro siga uma tendência mais aberta ao comércio”.

MAIS COMÉRCIO MENOS IDEOLOGIA

Para o economista, uma nova lógica deve pautar a economia brasileira para alcançar números melhores que os atuais. “Esperamos que o novo governo priorize as relações comerciais, tirando do primeiro plano as relações ideológicas hipervalorizadas no governo anterior. E, com esta visão macroeconômica e política, seguramente vamos ter assim um novo fluxo não apenas de abertura comercial, mas principalmente de investimentos”.

Com esta nova relação comercial, e após a aplicação de um projeto econômico mais abrangente e facilitador, Carlo Barbieri acredita que o Brasil também passará a ser mais atrativo para investimentos de empresas americanas, inclusive.

Em novembro, antes de assumir o posto de presidente, Bolsonaro comemorou nas redes sociais que grandes empresas já anunciaram a intenção de investir no país após a posse. “Após as eleições, grandes empresas já anunciaram milhões em investimentos no Brasil nos próximos anos. É só o começo! Comércio com o mundo todo sem viés ideológico + Redução de impostos + Desburocratização = Mais confiança, mais investimentos e mais empregos”, escreveu o presidente eleito.

“Aqui nos Estados Unidos, por exemplo, a política tributária do presidente americano Donald Trump reduziu o Imposto de Renda (IR) das empresas de 35% para 21%. No Brasil, a alíquota se mantém em 34% – a mais alta entre os países do G-20 e do Brics.Se a equipe econômica de Bolsonaro conseguir realizar uma reforma tributária e aplicar medidas mais favoráveis ao comércio certamente teremos um mercado mais atrativo no Brasil”, pondera Barbieri.

MENOS BUROCRACIA – MAIS EMPRESAS INTERNACIONALIZADAS

Para abrir uma empresa no Brasil são no mínimo dois meses. Até conseguir toda documentação, que inclui alvará de funcionamento e licenças, o prazo pode alcançar até nove meses. Segundo o economista este é um grande entrave para que o mercado brasileiro atraia empresas internacionais. Nos EUA, por exemplo, é possível abrir uma empresa em no máximo uma semana.

“Sem diminuir a burocracia não teremos uma grande mudança dessa sensação global de que o Brasil é um mercado excelente, mas muito difícil de operar. Temos, com este novo governo no Brasil, uma chance de rever estes paradigmas e mudar esta realidade a favor do país”, pondera Carlo Barbieri.

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Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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