Confiança da Construção recua em fevereiro

Confiança da Construção recua em fevereiro

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, caiu 0,4 ponto em fevereiro, para 85,0 pontos. Em médias móveis trimestrais, o ICST manteve-se em alta pelo sexto mês consecutivo. “A percepção dos empresários da construção em relação à situação corrente dos seus negócios teve a primeira queda depois de registrar melhora por oito meses consecutivos. Esse movimento não deve ser lido como reversão do processo de recuperação. Outros indicadores como o de evolução da atividade corrente e o de emprego previsto tiveram crescimento em fevereiro. Mas a queda na confiança indica que o ritmo de recuperação da atividade da construção deve continuar a passos muito lentos” observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.

Em fevereiro, a queda do ICST foi influenciada exclusivamente pela piora da situação atual. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) caiu 0,7 ponto, para 74,4 pontos. O resultado negativo do ISA-CST veio principalmente da contribuição do indicador que mede o grau de satisfação com a situação atual dos negócios, que recuou 1,3 ponto para 75,7 pontos, menor nível desde outubro de 2018 (74,7).

O Índice de Expectativas (IE-CST) variou 0,1 ponto e atingiu 96,0 pontos. O indicador que determinou a alta foi o que mede o otimismo com a demanda prevista nos três meses seguintes, que subiu 1,9 ponto, atingindo 95,3 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor subiu 0,3 ponto percentual, para 67,0% em fevereiro. O NUCI para Máquinas e Equipamentos ficou estável e NUCI para Mão de Obra variou 0,3 ponto percentual.

Fatores Limitativos à melhora dos negócios

Entre os fatores limitativos à melhora dos negócios, o quesito demanda insuficiente é o mais citado pelos empresários do setor. Esse quesito está correlacionado negativamente com o ISA-CST, ou seja, um ISA mais baixo reflete a percepção de demanda insuficiente. Por outro lado, o quesito escassez de mão de obra qualificada tem uma relação positiva com o índice.

“Os quesitos assinalados pelos empresários refletem muito do cenário atual observado no setor. A mão de obra deixou de ser um problema para as empresas, que sofrem com a falta de demanda. Houve melhora ao longo de 2018, mas na comparação anual, o ISA-CST cresceu apenas quatro pontos e se mantém muito abaixo do nível de neutralidade. A demanda se mantém muito fraca e distante do patamar alcançado entre 2010 e 2013”, comentou Ana Maria Castelo.

A edição de fevereiro de 2019 coletou informações de 542 empresas entre os dias 04 e 21 deste mês.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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