Durante liquidações lojistas devem criar estratégias para atrair novos clientes e reter os que já conhecem a marca

Durante liquidações lojistas devem criar estratégias para atrair novos clientes e reter os que já conhecem a marca

Se dermos uma passada pelos shoppings e lojas de rua de Curitiba, veremos a maioria está em liquidação. Aliás, fevereiro é um mês de liquidações e queima de estoques, e muitos consumidores aproveitam os descontos, que chegam até 70%, para renovar o guarda-roupa ou trocar os aparelhos eletrônicos. Pesquisa do Ibope Conecta que aponta que 47% dos consumidores brasileiros compram em liquidações, sejam elas em lojas físicas ou no comércio eletrônico.

Outro dado interessante desta pesquisa é que o gasto médio por pessoa em liquidações é de R$ 302, o que eu considero um bom valor, e 73% dos consumidores costumam pagar com cartão de crédito, dos quais, um terço parcela em três vezes.

Se para os consumidores a liquidação é a forma de comprar mercadorias com preços bem mais baratos, o que é uma boa liquidação para os lojistas? Eu fiz essa pergunta a alguns especialistas em Marketing e a resposta foi unânime: liquidação é um incentivo de curto prazo destinado a estimular uma resposta de compra rápida nos clientes e que além de acabar com os estoques, dá um bom reforço financeiro ao caixa.

Antes de fazer uma liquidação, os lojistas devem criar algumas estratégias para atrair novos clientes, e reter aqueles que já conhecem a marca. O primeiro passo é realizar um inventário para saber exatamente a quantidade de mercadoria no estoque. A partir desses dados, dá para definir quais as melhores estratégias que serão tomadas na liquidação.

Outro item que não pode ser esquecido é calcular a margem de lucro. Muitos lojistas acabam tendo prejuízos, pois confundem queima de estoque com aumento de lucros. Vender muito nem sempre significa faturar alto. Dessa forma, deve-se calcular a sua margem de lucro antes de dar o pontapé inicial. Neste sentido, é importante decidir quais formas de desconto serão usadas, como por exemplo, grandes descontos em um tipo de produto; descontos progressivos, ou seja, quanto mais o cliente comprar, maior será o desconto ou pequenos descontos em um número maior de produtos.

Quanto ao atendimento, o lojista deve reforçar seu pessoal. Se o fluxo de consumidores vai aumentar, é vital preparar a equipe de atendimento para trabalhar em um cenário mais “confuso” e movimentado.

Por fim, a vitrine deve ser alinhada ao perfil da clientela. As ofertas mais atraentes devem ser colocadas à direita da entrada da loja. É para lá que o consumidor tende a dirigir o olhar logo que passa pela porta. E não esquecer de anunciar o porcentual dos descontos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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