Indústrias de biscoitos, massas e pães faturam R$ 26,6 bilhões em 2018

Indústrias de biscoitos, massas e pães faturam R$ 26,6 bilhões em 2018

A Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) divulga nesta quinta-feira (21) as informações do desempenho das categorias as quais representa, referentes ao ano de 2018. Juntos os segmentos movimentaram R$ 26,6 bilhões, 0,5% acima do valor alcançado no ano anterior, e 2,5 milhões de toneladas em volume de vendas, 0,01% a mais que em 2017.

O levantamento realizado pela consultoria Nielsen mostra que, apesar das expectativas positivas de recuperação da economia no início do último ano – em função de uma leve recuperação do nível de emprego no primeiro trimestre, da inflação sob controle e uma tímida retomada do otimismo por parte dos consumidores –, a retomada do crescimento das categorias ABIMAPI ficou abaixo do avanço de 2,7% do PIB Nacional.

A alta do dólar, a greve dos caminhoneiros, a revisão das classificações de riscos Brasil, o atraso nas reformas e instabilidade política foram alguns dos pontos que impactaram negativamente a tão esperada recuperação da economia como um todo. “Este cenário não favoreceu uma recuperação significativa do poder de compra das famílias, refletindo no panorama específico do nosso setor, apresentado pela consultoria”, contextualiza Claudio Zanão, presidente-executivo da associação.

Ainda de acordo com a Nielsen, o Cash & Carry (também conhecido como atacarejo) foi o principal canal de abastecimento dos lares por parte dos brasileiros, superando os tradicionais hipermercados. Este indicador é atribuído pela consultoria como um dos fatores que também contrinuiu para a expansão abaixo de 1% na receita da cesta Abimapi.

BISCOITOS

A indústria de biscoitos atingiu R$ 14,3 bilhões e 1,15 milhão de toneladas de produtos, leves retrações de 0,5% em faturamento e 0,8 em volume de vendas na comparação com 2017.

A conjuntura econômica enfrentada pelo país desde 2015 trouxe a racionalização do consumo, movimento enraizado hoje no mercado. “Podemos notar nitidamente este hábito de compra com o crescimento do segmento rosquinhas [13,6% em volume e 10,5% em faturamento], muito em função das embalagens grandes, os pacotões, disponibilizados no varejo por menor patamar de preços. Aqui temos a famosa relação custo versus benefício”, explica Claudio Zanão.

Destaca-se também o desempenho dos cookies, de maior valor agregado, que cresceu 4,5% impulsionado por novas marcas estreantes. Ainda assim os biscoitos mais vendidos em 2018 foram os recheados (287.360 toneladas), água e sal / cream cracker (253.460 toneladas) e secos / doces especiais (160.406 toneladas).

MASSAS ALIMENTÍCIAS

O setor de massas alimentícias registrou aumento de 1,3% tanto em faturamento como em volume de vendas, quando comparados com os valores de 2017, atingindo R$ 6,2 bilhões e 916,3 mil toneladas, respectivamente.

Devido ao baixo preço unitário, o crescimento foi impulsionado principalmente pelas categorias de massas instantâneas, que faturou R$ 1,8 bilhão (7,1%) e vendeu 127,2 mil toneladas (3,7%).

Apesar disso, as massas secas ainda foram as mais consumidas, com 732,5 mil toneladas, equivalentes a R$ 3,5 bilhões. “As vendas dos tipos comuns cresceram 5,2%, enquanto as de grano duro aumentaram 5,5%. Aqui, a Nielsen nos mostrou o efeito ampulheta, referente ao aumento simultâneo de produtos mais baratos e mais caros”, pontua Zanão.

Já o mercado de massas frescas conquistou R$ 789 milhões com a produção nacional de 56,5 mil toneladas do alimento.

PÃES E BOLOS INDUSTRIALIZADOS

Em 2018, as indústrias de pães movimentaram um total de R$ 5,2 bilhões – receita 1,61% a mais que em 2017 – resultante da venda de 401,2 mil toneladas de produtos, com leve retração de 0,7%.

A surpresa deste ano foi o mercado de bolos industrializados, que atingiu R$ 876 milhões, 5,7% a mais que o ano anterior, com volume de vendas de 34 mil toneladas, crescimento de 2,2%. “Estas categorias ganham espaço no mercado devido à praticidade e maior vida útil. Além disso, fatores como qualidade, preço e saudabilidade determinam as constantes novidades deste setor”, finaliza Claudio Zanão.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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