O futuro do mercado automotivo será muito diferente do que esperamos

O futuro do mercado automotivo será muito diferente do que esperamos

Desde que Henry Ford estabeleceu a primeira linha de montagem em 1913 para produção em massa, os automóveis tornaram-se parte integrante das cidades em todo o mundo – possibilitando também uma quebra no processo de venda dos veículos usados desde então. A indústria automobilística, evidentemente, mostrou inovações ao longo deste século, mas no fim os problemas que nossos bisavós e avós sofreram ao tentarem vender seus carros continuam a nos atormentar.

Ainda que hoje seja possível contar com o apoio da Internet, a venda de um carro online exige que você tire várias fotos, envie tudo à web, seja paciente com spam, receba pessoas estranhas em sua casa e, eventualmente, lide com bastante papelada – sendo que as chances de algo dar errado são altas. O jeito tradicional é visitar um revendedor de automóveis. Entretanto, do mesmo jeito que esses profissionais encaram uma série de problemas, você terá que aceitar uma redução de preço durante a negociação. Além disso, os revendedores raramente fazem oferta por telefone, forçando-o a visitar pelo menos quatro ou cinco estabelecimentos. Haja paciência!

Isso motivou os profissionais do setor a desenvolverem alternativas que agilizam o processo de compra e venda de automóveis e melhoram a experiência do consumidor. As plataformas online já são uma realidade, permitindo que o usuário leve seu carro a um centro de inspeção e, posteriormente, possa ser leiloado para revendedores de todo o país. O processo todo leva uma hora e permite que a pessoa volte para casa com o negócio fechado e com um preço decente em cima de seu veículo.

Será essa a grande novidade que o mercado automotivo tanto espera? Sinceramente, é difícil saber. Na verdade, somos ruins em prever o futuro.

Em 1903, por exemplo, o presidente do Michigan Savings Bank aconselhou HoraceRackham, advogado de Henry Ford, a não investir nos automóveis. “Não passa de uma moda passageira, o cavalo veio para ficar”, teria sido a recomendação. Rackham não deu ouvidos e colocou US$ 5 mil dólares na empresa da Ford. Pouco tempo depois, vendeu suas ações por US$ 12,5 milhões.

Nos últimos anos, os profissionais do setor têm falado sobre as mesmas coisas. Acredito, contudo, que a próxima grande novidade surgirá de repente, do nada, e será algo que nenhum de nós estávamos esperando. Nosso cérebro se sente confortável em pensar em linha reta, mas o progresso acontece exponencialmente com as revoluções.

Na próxima década haverá mais mudanças do que no último século. Os automóveis estão se tornando computadores sobre rodas e a tecnologia avança no ritmo da Lei de Moore (onde a capacidade de processamento de dados dobraria a cada 18 meses). Cem anos atrás prevíamos que os carros iriam desaparecer. Não vamos cometer o mesmo erro novamente.

O artigo foi escrito por Luca Cafici, que é CEO e Co-fundador da InstaCarro, startup de compra e vendas de carros.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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