Confiança de Serviços tem terceira queda consecutiva

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 0,9 ponto em abril, para 92,1 pontos, na terceira queda consecutiva no ano. Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 2,0 pontos.”A nova queda da confiança de serviços mostra que o setor ainda vem encontrando dificuldades no início do segundo trimestre. Ao contrário do que aconteceu nos últimos meses, a queda em abril foi influenciada por uma piora da percepção com o momento presente, enquanto o indicador de expectativas ficou relativamente estável. Nesse contexto, o resultado ainda não sugere uma reversão da tendência de recuperação do setor, mas o ritmo lento de atividade ainda deve persistir”, analisa Rodolpho Tobler, economista da FGV IBRE.
Com a queda do ICS em abril, o índice no ano registra perda acumulada de 2,5 pontos. Esse resultado é influenciado pela piora das avaliações sobre a situação atual. O Índice de Situação Atual (ISA-S) recuou 2,1 pontos atingindo 87,2 pontos, menor nível desde outubro de 2018 (86,6 pontos). Os dois quesitos que compõem o ISA-S contribuíram negativamente no mês de abril. O indicador de volume de demanda atual diminuiu 2,6 pontos, para 86,6 pontos, e indicador situação atual dos negócios caiu 1,5 ponto, para 87,9 pontos. Ambos retornam a níveis menores desde outubro de 2018.
No caso do IE-S, houve relativa estabilidade considerando a variação de 0,2 ponto no mês, que passou para 97,1 pontos. O indicador de demanda prevista nos próximos três meses foi o que contribuiu para o resultado positivo do IE-S, ao avançar 0,8 ponto, para 95,7 pontos. Já o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses diminuiu 0,3 ponto, para 98,5 pontos.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de Serviços recuou 1,3 ponto percentual para 81,7% devolvendo grande parte da a alta do mês anterior (1,5).
Intenção de contratação de trabalhadores é a menor desde novembro
Pelo terceiro mês consecutivo, o indicador que mede o Emprego Previsto recuou 1,3 ponto, para 104,9 pontos, acumulando perda de 5,1 pontos. Diante da frustação quanto ao rumo da economia, os empresários vêm calibrando as suas expectativas e reduzindo a intenção de contração nos próximos meses. Em abril, a parcela de empresas com intenção de aumentar o total o pessoal ocupado nos três meses seguintes ficou em 17,5%, o menor percentual desde novembro de 2018 (17,4%).








