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Empresários de doces apostam em aumento de vendas para a Páscoa

A maioria dos donos de pequenos negócios que atuam no ramo de confeitaria e doçaria está otimista com a chegada da Páscoa, conforme aponta pesquisa realizada pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas). O estudo revelou que 67% dos empresários acreditam que as vendas serão melhores do que em 2018. A data, que se comemora este ano no dia 21 de abril, é a segunda mais lucrativa do setor, perdendo apenas para o Natal. Realizada entre 1º de fevereiro e 1º de março, a pesquisa indicou que 68% dos comerciantes tiveram um faturamento melhor no ano passado, em relação a 2017.

A consultora do Sebrae/PR, Sonia Shimoyama, explica que a possibilidade de retomada econômica é um fator que traz uma perspectiva otimista para os compradores, mas que o próprio feriado de Páscoa também é um diferencial para o mercado. “A Páscoa possui a questão cultural e religiosa e esse apelo por oferecer lembranças aos amigos e familiares. Os vendedores estão se preparando com antecedência, apresentando produtos especiais como presentes e inovações que buscam chamar a atenção do público”, explica ela.

A expectativa dos empresários do ramo é boa em relação à Páscoa, já que 66% deles avaliaram que a data só é inferior na impulsão dos negócios aos festejos de final do ano, que representam 79% das vendas, e é superior ainda ao dia das Mães (46%). Dos entrevistados, 67% avaliaram que as vendas serão melhores em 2019, em relação ao mesmo período do ano anterior, e apenas 9% disseram que serão piores ou semelhantes a 2018. Conforme a pesquisa, a comercialização de confeitos e doces representa 30% dos produtos vendidos durante a Páscoa.

Negócio importante

A proprietária da Via Láctea Doceria, Adeline Torquato, trabalha com a produção de doces desde 2010 e abriu uma sede física no município de Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, no ano passado. Ela explica que a Páscoa é tradicionalmente um dos períodos com maior procura ao longo do ano e que a formalização do negócio também deve aumentar o número de pedidos para este ano. “A Páscoa é importante para o nosso negócio pelo grande fluxo de pedidos e a possibilidade de novos clientes conhecerem nosso produto. A gente procura se diferenciar pela qualidade da matéria-prima, embalagens adequadas ao produto e tentamos fidelizar o cliente para que volte à loja através do cartão fidelidade”, explica.

A pesquisa do Sebrae também aponta algumas características das micro e pequenas empresas nesse segmento. Quase a totalidade dos empresários (87%) trabalha na própria residência, um percentual 3% menor em relação ao mesmo período do ano passado, quando foi realizada a primeira pesquisa especificamente voltada para setor. Em relação ao processo de venda, 94% dos negócios atuam por encomenda, sendo que 51% realizam delivery por conta própria e o principal produto comercializado continua sendo os bolos confeitados (50%), seguido pelos doces (23%). Mas 43% não fazem entregas a domicílio.

Em 2018, conforme os dados, o desempenho financeiro das confeitarias e docerias também cresceu ou ficou estabilizado para 74% dos empreendedores de pequenos negócios entrevistados. Somente 12% afirmaram ter apresentado prejuízo no ano passado. Dos 4.622 empresários ouvidos, 53% afirmaram não possuir outras fontes de renda, enquanto 28% estão empregados formal ou informalmente. Os eventos são os principais clientes (54%), sendo que os consumidores do dia a dia representam 40% das vendas do setor de confeitaria e doçaria.

Formalização

Segundo a consultora Sonia Shimoyama, é comum que nesse mercado muitos vendedores comecem os negócios de maneira informal para uma pequena rede de relacionamentos em paralelo a outro tipo de ocupação, mas se formalizem a partir do momento em que as vendas apresentem bom crescimento. “Ao se formalizar, é possível se preparar melhor, com vantagens como comprar insumos com valores mais baratos, apresentar notas fiscais para realizar vendas para outros estabelecimentos, entre outras”, reforça.

A chef Yumi Fujikawa é um exemplo de empresária que buscou a formalização. Após viver no Japão por 20 anos, ela retornou ao País e começou a revender bolos para cafeterias até encontrar um imóvel onde passou a vender seus próprios produtos ao consumidor final. O pontapé foi como microempreendedora individual (MEI) e hoje possui duas lojas físicas em Curitiba. “A formalização é importante porque sem ela não podemos ter funcionários ou atender demandas empresariais com notas. Isso oferece uma segurança maior para o futuro”, afirmou.

Ainda segundo a pesquisa, a maioria dos empresários (76%) não trabalha com produtos para fins especiais, mas alguns nichos foram identificados, com destaque para produtos sem lactose, diet e sem glúten (41%), enquanto que os alimentos para veganos e vegetarianos ainda são minoria: 8%. O estudo mostra ainda uma evolução em relação aos chamados produtos premium (orgânicos, sustentáveis ou gourmet, entre outros). Em 2018, 46% dos comerciantes do ramo afirmaram que não vendiam alimentos desta natureza, mas em 2019, o percentual caiu 10%. A maioria tem uma marca (73%), mas não está registrada. A maioria dos negócios que atuam no ramo de confeitaria e doceria (75%) tem até 5 anos de funcionamento e até duas pessoas envolvidas na operação do negócio.

Números da pesquisa

67% acham que as vendas da Páscoa serão melhores em 2019, em relação ao ano passado.

A Páscoa é a 2ª data em que vendem mais.

As Festas de fim de ano foram indicadas como sendo aquelas que mais impulsionam as vendas deste tipo de negócio.

Quase 1/3 dos entrevistados possuem um emprego (formal ou informal). O faturamento do negócio cresceu para 41% dos empreendedores em 2018 em relação a 2017.

O desempenho financeiro foi positivo em 2018 para 44% dos entrevistados. Cerca de 40% tem CNPJ, e em torno de 50% pretende se formalizar.

A maioria tem uma marca (73%), mas não está registrada.

87% dos empresários têm seu negócio e seu processo de produção sediados nas próprias residências.

A maioria (72%) tem até 5 anos de funcionamento e 75% tem até duas pessoas envolvidas na operação do negócio.

A maioria dos negócios trabalha por encomenda (94%) e realiza delivery por conta própria (51%)

73% produzem bolos artísticos e doces, e 94% tem como clientela o consumidor final.

Metade dos entrevistados tem na sua atividade empreendedora a sua única fonte de renda.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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