Valorização do frentista e tecnologia são a base para o novo posto

Valorização do frentista e tecnologia são a base para o novo posto

Quem acompanha o mercado de venda direta de combustíveis ao consumidor sabe que a atual política de reajustes não está incomodando apenas quem abastece. Com variações praticamente diárias e poucas alternativas de negociação, os postos têm visto suas margens de lucro diminuírem exponencialmente e a concorrência crescer cada vez mais.

Em um quadro em que é impossível comprar mais por menos, é preciso aumentar a lucratividade com mais vendas, menos desperdício e mais produtividade. E como fazer isso? Com ações coordenadas de valorização do frentista e investimento em tecnologia.

Explico: com um público fiel – aquele que gera receita recorrente -, é possível antecipar cenários e reduzir os impactos de um mercado cada vez mais incerto. Para chegar a isso, é preciso converter o consumidor em um cliente fidelizado.

Como, no caso dos postos, a experiência diferenciada está diretamente ligada à eficiência e à rapidez no atendimento, é importante empoderar o responsável pelo relacionamento com o cliente com soluções capazes de oferecer o melhor contato. Essas mesmas ferramentas precisam reduzir erros e fraudes, além de aumentar a produtividade, desde a bomba até as áreas administrativas. Simples? Nem tanto.

Estamos falando, aqui, por exemplo, de ferramentas de gestão inteligente, fluxo de caixa e atendimento, dispositivos interativos e interligados com a automação. Mas, como eu disse, é preciso pensar em ações coordenadas. O frentista, o usuário principal dessas soluções, tem características muito próprias de modelo de trabalho, escolaridade e padrão de uso de tecnologia. Por isso, toda ferramenta ou solução, nesse caso, precisa partir de premissas específicas.

Sendo assim, se o sistema de gestão não incluir a possibilidade de o frentista levar a máquina de cartão até o carro, segurança e conforto são perdidos. O cliente quer chegar, abastecer, pagar e ir embora. Descer e ir até outro local para pagar é uma quebra à expectativa de experiência. Da mesma forma, uma ferramenta sem navegação intuitiva (ou similar às que o profissional já esteja acostumado, como as mídias sociais) atrito para a produtividade, já que não será usada plenamente.

Como quase tudo hoje em dia, a competitividade dos postos de combustível passa pelo investimento em tecnologia. Mas, como qualquer ferramenta, ela só é efetiva se levar em conta as pessoas.

O artigo foi escrito por Leonardo Orsi, que é diretor do segmento de Postos da Linx.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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