Enquanto desemprego cresce no Brasil, empresas brasileiras geram oportunidades nos EUA

A taxa de desemprego no Brasil alcançou 12,5% e atinge 13,2 milhões de brasileiros. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), divulgada hoje (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice é maior ao registrada no trimestre encerrado em janeiro deste ano (12%) mas inferior à observada no trimestre encerrado em abril de 2018 (12,9%). A população desocupada ficou em 13,2 milhões, 4,4% a mais do que no trimestre encerrado em janeiro (mais 552 mil pessoas).
Em contrapartida, com a criação de empregos em alta, os Estados Unidos vivenciam atualmente o menor índice de desemprego dos últimos 49 anos. E as empresas brasileiras que estão em território norte-americano têm contribuído com essa taxa satisfatória de empregabilidade.

Levantamento desenvolvido pela Apex-Brasil em parceria com o Brazil-U.S Business Council e a Amcham Brasil, divulgado este ano, mostra o progresso da relação comercial dentre o Brasil e os Estados Unidos. Empreendendo em diferentes setores como, metais, comércio atacadista e instituições financeiras, em 2015 – dado mais recente divulgado até agora – as afiliadas brasileiras empregaram 74.200 funcionários nos Estados Unidos.
Um outro ponto é que o valor vendido no mercado interno e o valor adicionado pelas subsidiárias brasileiras ao produto bruto dos EUA, em 2015, foi de US$ 48,3 bilhões e US$ 7,9 bilhões, respectivamente. O bom desempenho das empresas brasileiras se deve a um processo de qualificação do mercado americano e do nível de conhecimento de empresários brasileiros que decidem navegar nestes mares. É o que acredita Manoel Suhet, CEO do Global Business Institute – Instituto formado por experts em empreendedorismo nos EUA que auxilia interessados em investir no país.
“A relação comercial dos EUA e do Brasil não é mais a mesma. O empresário brasileiro que pretende investir precisa contar com a expertise de quem já passou pelo processo e já compreende a lógica peculiar por trás do estabelecimento de um negócio de sucesso nos EUA. Até chegar na plena geração de empregos e na consolidação do negócio, existem etapas fundamentais que precisam ser seguidas para evitar prejuízos e naufrágio da iniciativa”, explica o consultor.
FORÇA ESTRANGEIRA NOS EUA
De acordo com o mapa Bilateral de Investimentos, no ano de 2015, as multinacionais estrangeiras detinham um total de US$ 13,2 trilhões em ativos nos EUA e empregavam 6,8 milhões de pessoas. As vendas no mercado interno e o valor agregado ao produto atingiram, aproximadamente, US$ 4 trilhões e US$ 8,9 bilhões em 2015, respectivamente.
O investimento greenfield brasileiro nos Estados Unidos é concentrado na atividade manufatureira, com 64% do valor total dos anúncios do período 2008-2017. Nos Estados Unidos, o estado do Texas foi o principal destino dos investimentos greenfield brasileiros, especialmente nos setores de plásticos, produtos químicos e têxteis. O estado de São Paulo foi a maior origem dos investimentos greenfield nos Estados Unidos durante o período 2008-2017.
“Cada setor exige uma expertise diferenciada na hora de empreender nos Estados Unidos. Nosso trabalho, enquanto instituto, é usar a expertise de nossos consultores para abrir caminhos e auxiliar na colocação de empresas, produtos e serviços no mercado americano. Com certeza os números de empregos gerados pelas empresas brasileiras será muito maior num próximo levantamento. Um negócio bem planejado tem muito mais chances de dar certo”, afirma Antonio Miranda, Diretor de Marketing do Global Business Institute.
Para auxiliar empresas a alcançarem o sucesso nos negócios internacionais, brasileiros uniram expertise, suporte e estratégias que vão além de questões táticas e operacionais. O Global Business Institute, com sede em Miami, é um hub de realização de negócios que oferece gestão de projetos empresariais nos Estados Unidos, Brasil e América Latina. Os especialistas fazem atencionamento e consultoria para buscar maior sucesso de implementação de empresas em outros países, principalmente nos EUA.. globalbusinessinstitute.org.








