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5 passos para a empresa tratar uma denúncia de assédio moral

Jefferson Kiyohara

O tema assédio moral no trabalho está no centro da notícia com a aprovação do Projeto de Lei 4742/01 pela Câmara, que torna o ato crime quando realizado em âmbito corporativo. Entretanto, a prática de expor os colaboradores a situações humilhantes e constrangedoras durante o expediente é antiga.

Um ambiente de trabalho vulnerável tem provocações, sarcasmos e até campanhas psicológicas a fim de fazer do assediado uma pessoa rejeitada ou excluída dos demais colegas de trabalho. No atual contexto, as vítimas têm reportado os casos às empresas, utilizando meios como o canal de denúncia, o contato direto com o RH ou com a ala executiva da organização.

Caso uma denúncia de assédio seja feita, cabe à empresa responder de forma adequada e com agilidade, levando em consideração alguns os seguintes aspectos. Vamos a eles:

A apuração deve resguardar todos os envolvidos. O objetivo é levantar os fatos ocorridos, de maneira profissional e independente. A equipe de apuração, seja própria ou terceirizada, deve estar capacitada para lidar com este tipo específico de denúncia, no qual tipicamente a prova testemunhal tem grande relevância, assim como o entendimento de como funciona a relação entre os envolvidos e o respectivo histórico. Conhecer as motivações é condição para que as recomendações feitas sejam as mais adequadas
Atenção para evitar algumas abordagens equivocadas, que tipicamente acontecem nas empresas, tais como: não proteção ao denunciante, retaliação, publicidade interna do caso e não dar relevância à denúncia. Também é comum um (a) executivo (a) que tenta resolver chamando o(a) gestor(a) para uma conversa dizendo que tem uma denúncia contra ele(a) e pergunta o que ele(a) tem dizer a respeito. Ações tomadas no calor da situação não dão resultados efetivos.

É recomendável que o resultado da apuração seja avaliado no Comitê de Ética da empresa, que é um fórum no qual a decisão deverá ser tomada tendo como base o código de ética e a política de consequências. O Programa de Compliance e seus elementos têm um papel importante no combate ao assédio.

O regimento do comitê deve prever mecanismos para lidar com situações de conflito de interesses e não permitir que exista parcialidade ou interesses pessoais nas decisões. Ter isenção é chave. Uma vez que a situação de assédio seja identificada, é importante aplicar as devidas sanções, tendo por base os normativos internos e as legislações aplicáveis.

O processo não termina na aplicação das sanções cabíveis. A apuração é o primeiro passo para retroalimentar o processo de gestão e permitir que melhorias sejam incorporadas no ambiente da empresa. Dessa forma, evitam-se a repetição de situações de assédio já identificadas. Um bom clima organizacional é fundamental para atrair e reter talentos e, sobretudo, trazer resultados para as organizações.

O artigo foi escrito por Jefferson Kiyohara , que é diretor de compliance na ICTS Protiviti, empresa especializada em soluções para gestão de riscos, compliance, auditoria interna, investigação, proteção e privacidade de dados.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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