Como evitar que o imóvel vá a leilão

Como evitar que o imóvel vá a leilão

Até a próxima sexta-feira, 7 de junho, a Caixa Econômica Federal realiza, em Curitiba, um mutirão para negociação de dívidas habitacionais de pessoas físicas. De acordo com a Associação Nacional dos Mutuários (ANM/PR) esta é uma boa oportunidade para quem está com parcelas em atraso evitar que o imóvel vá a leilão. A instituição orienta que, ao primeiro sinal de dificuldade no pagamento de parcelas de financiamento, o consumidor procure ajuda especializada.

Segundo a entidade, desde 2014, a quantidade de imóveis levados a leilão tem se mantido a patamares elevados. O desemprego e a perda de renda ainda são os principais fatores que levam à situação de inadimplência. “Pelas regras do financiamento imobiliário, a partir da terceira parcela atrasada, o imóvel já pode ir a leilão. Porém, muita vezes, o desconhecimento dos mutuários ocorre porque a notificação emitida pelo agente financeiro pode demorar a chegar”, explica o presidente da associação, Luiz Alberto Copetti.

Levantamento da ANM/PR feito com base nos editais de leilões e venda direta de imóveis e terrenos aponta que 140 imóveis financiados pela Caixa Econômica Federal foram à leilão no primeiro trimestre deste ano. O número se manteve estável se comparado o mesmo período do ano passado, quando 132 mutuários tiveram seus imóveis levados à leilão.

Para evitar problemas relacionados ao financiamento da casa própria e até mesmo a perda do bem por dificuldade de pagamento das prestações, o presidente da ANM/PR reforça a importância de tomar alguns cuidados :

Evite forjar a renda e contrair financiamento acima de 30% da renda familiar. Procure adquirir um imóvel de acordo com a sua capacidade financeira;

Lembre que a compra do novo imóvel trará custos referentes a ITBI, escrituras e outros impostos, que podem comprometer a capacidade de pagamento das prestações;

Fique atento com a prestação debitada em conta. Além do valor da parcela, o banco cobra uma taxa de manutenção que deve ser depositada mensalmente. O não pagamento desta taxa pode deixar o mutuário inadimplente;

Entre as possibilidades recomendadas para minimizar a dificuldade de pagamento está o uso do FGTS para abater o saldo devedor ou a prestação durante 12 meses. Mas atenção, essa modalidade de abatimento temporário não reduz a dívida, apenas dá fôlego para evitar a inadimplência;

Ao primeiro sinal de dificuldade, busque renegociação com o agente financeiro imediatamente;

Em caso de dificuldade de negociação com o agente financeiro ou para evitar o leilão, procure imediatamente uma assistência especializada. A ANM-PR está preparada para defendê-lo judicialmente;

Por meio de ação judicial, além de suspender o leilão, o mutuário pode trazer novamente o imóvel para o seu nome e retomar o pagamento do financiamento.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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