Quer investir em ações? Tome alguns cuidados para não cair em cilada

Quer investir em ações? Tome alguns cuidados para não cair em cilada
Felipe Medeiros

O avanço da Internet e as condições favoráveis, como os juros baixos, estimularam o surgimento de propagandas que prometem a chance de ficar milionário com a Bolsa de Valores. Isso faz com que investidores inexperientes coloquem grande parte de seu dinheiro nesta categoria sem o mínimo de estratégia e apoio para encarar o mercado. Quando se fala em ações, é preciso ter cautela para que esse movimento seja feito de forma consciente e realista, permitindo que as pessoas potencializem seus ganhos. Listo cinco dicas para evitar armadilhas na Bolsa de Valores:

1 – Tenha expectativas reais em relação ao investimento

Chega a ser tentador imaginar que se a pessoa tivesse comprado ações da Magazine Luiza (MGLU3) há três anos poderia estar multimilionário hoje. Ou ainda se tivesse comprado ações da Brahma nos anos 90 provavelmente só viveria de dividendos hoje com o crescimento da Ambev (ABEV3). O problema é que estas decisões não podem ser baseadas no “se”. Essa é uma constatação estatística: qual a chance de acertar o melhor valor de compra lá atrás ou de passar imune por desvalorização? Portanto, tenha em mente que não é fácil ficar bilionário investindo na bolsa de valores. Logo, o ideal é administrar suas expectativas e usar essa categoria para complementar sua carteira de investimentos.

2 – Diversifique sua carteira de investimentos

Em março, o Ibovespa ultrapassou pela primeira vez a barreira dos 100 mil pontos em sua história, com a perspectiva de que as discussões sobre as reformas avancem no Congresso. Embora haja um otimismo moderado no mercado de ações sobre os rumos da economia, levando até a pessoas afirmarem que possui 100% da carteira em renda variável, o discurso de anti-diversificação é perigoso e nunca deve ser considerado. A despeito do viés altista da bolsa, se você não é um investidor experiente, com perfil de alto risco e altamente qualificado e educado sobre o mercado financeiro, mantenha seu patrimônio rentabilizando em outros ativos.

3 – Não vá com muita sede ao pote

Em abril, a B3 anunciou a marca de 1 milhão de investidores na bolsa de valores, novamente um recorde histórico. Esse número é bastante positivo por mostrar que mais brasileiros se interessam em investir melhor o seu dinheiro e planejam usar a compra de ações para isso. Porém, também exige reflexão. Muitos estão “apostando tudo” na Bolsa de Valores sem qualquer apoio ou instrução. Não adianta sair da caderneta de poupança para aplicação direta em ações de forma imprudente. Estude, planeje e conte com o apoio de profissionais especializados em cada passo que pretenda dar.

4 – Não se espelhe no mercado norte-americano

Muitos esquecem ou ignoram um fato óbvio: o Brasil não é os Estados Unidos. Não temos uma forte base de educação financeira e nosso mercado não é tão eficiente quanto o norte-americano. Mesmo assim, inspirados no país da América do Norte, muitos investidores iniciantes apostam no ETF (fundos de índice, na sigla inglesa), apenas por ser mais barato. Como nosso país tem um mercado ainda ineficiente, com baixíssima liquidez e com índices que não representam bem o setor, o desafio por aqui não é só encontrar um fundo que supere o Ibovespa, mas aquele faz isso com maior consistência e resultado acumulado.

5 – Conte com o apoio de profissionais especializados

Grande parte dos investidores, até mesmo os mais iniciantes, resolvem seguir sozinhos para fugirem de taxas de administração e performance de consultorias. Para que essa opção seja a melhor, a pessoa precisa dedicar um tempo considerável para estudar, avaliar e escolher as melhores ações de sua carteira. Mesmo com conhecimento avançado no setor, esse trabalho vai demandar várias horas do dia – algo inviável para grande maioria dos brasileiros. Assim, a chance de sucesso aumenta quando se tem apoio de um gestor especializado, que possa dedicar atenção integral no trabalho.

O artigo foi escrito por Felipe Medeiros, que é economista e sócio-fundador do Mais Retorno, plataforma de investimento personalizado com conteúdo educacional.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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