Maior problema das empresas não é conseguir empréstimo, mas saber se as parcelas se ajustam às receitas mensais do negócio

Por incrível que pareça, um dos maiores desafios das empresas, hoje, principalmente as de pequeno porte, não é conseguir um empréstimo, mas saber o valor correto que o negócio necessita, ou seja, que atenda às necessidades financeiras do momento e cujas parcelas mensais a serem pagas se ajustem às receitas.
Eu conversei com alguns consultores de finanças e pedi a eles que me apontassem alguns indicadores financeiros que os empresários devem observar antes de solicitar um empréstimo bancário e saber se a empresa está em condições de arcar com mais este custo.
A primeira medida a ser tomada é avaliar a viabilidade financeira do negócio para saber se é possível arcar com as parcelas mensais do empréstimo. Aliás, essa etapa pode ajudar a negociar custos menores, uma vez que a empresa apresentar bons números, o fornecedor do empréstimo entenderá que o risco de inadimplência é menor.
Lucratividade
O segundo indicador importante a ser analisado antes de pedir um empréstimo é a lucratividade, que como o próprio nome sugere, é a capacidade que uma empresa tem para gerar lucro. Por exemplo, se o faturamento no último mês foi de R$ 50 mil e o lucro líquido ficou em R$ 5 mil, a lucratividade é de 10%. Essa porcentagem é o que “sobra” todo mês para a empresa fazer investimentos ou poupar.
Custos fixos
O terceiro indicador são os custos fixos, que revelam a sustentabilidade de uma empresa. Se esses custos estiverem altos, a empresa tem menos margem financeira para arcar com juros e taxas de crédito.
Endividamento
Por fim, o grau de endividamento mostra se o negócio conta com margem para contratar mais crédito. O endividamento quando se trata de uma empresa não é de todo ruim, mas é preciso observar a destinação dos recursos obtidos com a geração da dívida. Se o dinheiro é usado para sanar despesas correntes, há um problema, pois essas contas deveriam ser cobertas com as receitas próprias do negócio. Por sua vez, quando as despesas superam as receitas, a única maneira de cobrir a diferença é contratando mais crédito, porém irá gerar mais despesas. Por outro lado, se o empréstimo será usado para gerar mais lucro ou financiar uma movimentação estratégica, espera-se que a receita obtida com o investimento cubra o débito.
Um item que não deve ser esquecido é que o empresário deve saber exatamente o que vai fazer com o dinheiro emprestado. Crédito não é receita, mas sim um produto financeiro que tem um custo; portanto, deve ser bem utilizado para que a empresa consiga aproveitar uma oportunidade e gerar lucro.
O dinheiro do crédito será utilizado para criar capital de giro? Ou abrir uma nova unidade da empresa? Seja qual for a destinação, o empresário fez projeções que indiquem ou façam uma aproximação do valor que precisa para que o investimento seja bem sucedido? Essas perguntas farão com que os empresários entendam com clareza os motivos para pedir um empréstimo para a empresa e foquem apenas no que o negócio precisa.








