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Pela primeira vez em nove anos diminui o volume de investimento anjo no Brasil

O investimento anjo alcançou a marca de R$ 979 milhões investidos em 2018, uma queda de 0,4% em relação ao ano anterior. O volume apresentou queda pela primeira vez desde o início da série histórica em 2010. Entretanto, o número de investidores cresceu 1,8% chegando a 7.750 e com base nas projeções dos investidores, a expectativa é fechar 2019 com crescimento de 5%. Os dados fazem parte da pesquisa realizada pela Anjos do Brasil (www.anjosdobrasil.com.br), organização sem fins lucrativos que fomenta o investimento anjo e apoia o empreendedorismo inovador no país, apresentada em sua integridade durante o 7º Congresso de Investimento Anjo no dia 26 de junho no Cubo, em São Paulo – SP.

Cassio Spina, presidente da Anjos do Brasil.

As causas para queda do volume de investimento, segundo Cassio Spina, presidente da Anjos do Brasil, estão ligadas ao perfil dos investidores brasileiros: “Existem dois tipos de perfis no Brasil: os investidores proativos que estão sempre em busca de startups e novos negócios para investir e os chamados investidores passivos, que são aqueles com um perfil menos buscador e que investem mais naquilo que já conhecem, em startups do seu networking pessoal”, explica.

Neste cenário, o estudo aponta que em 2018, o número de investidores proativos aumentou e o volume de investimento se manteve estável. Já entre os investidores passivos, caiu tanto em número de investidores, quanto em volume de investimento.

Os dados ligam um sinal de alerta no setor, uma vez que no ano passado foi possível notar uma substancial evasão de investidores que entre os destinos no exterior, tem migrado para Portugal. “Somente no ano passado 36 mil, dos 180 mil investidores que possuem mais de 1 milhão de dólares emigraram do país. Em Portugal, um levantamento aponta que foram investidos, por brasileiros, cerca R$ 1 bilhão de dólares em imóveis e isso evidencia esta evasão que sentimos no ano passado”, argumenta Spina.

Conforme explica o executivo, hoje, o volume de investimento no Brasil é apenas 1,2% do que é investido em startups nos Estados Unidos que somam aproximadamente 23,1 bilhões de dólares anualmente.

“Se levarmos o tamanho do PIB dos dois países vamos ver que esse volume de investimento deveria de ser no mínimo oito vezes maior no Brasil. O que falta ao Brasil são políticas de estímulo para investimento em startups com as aplicadas por inúmeros outros países. E essas políticas não reduziriam no volume de arrecadação tributária. Se tivéssemos, por exemplo, políticas de incentivo similares as do Reino Unido teríamos a oportunidade de aumentar o volume de arrecadação tributária, uma vez que quanto melhor as startups performam, maior será a contribuição tributária delas no futuro, conforme estudo elabora pela consultoria internacional Grant Thornton. Recentemente, a Argentina, mesmo em crise, adotou políticas de estímulo”, informa Spina.

Segundo Spina, a África do Sul também tem adotado medidas que além de isenção fiscal, permitem que o investidor compense até 100% do valor investido em seu imposto devido. “É urgente a necessidade de o Brasil implantar essas políticas ou ficaremos para trás quando se trata de inovação”, conclui.

Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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