Saiba como planejar o processo de sucessão de empresas familiares

Saiba como planejar o processo de sucessão de empresas familiares

Já está mais do que evidente que uma transição de sucessores sem planejamento pode comprometer a sobrevivência de empresas familiares e até mesmo de grandes corporações. Quando não existe uma preparação adequada para a eventual transição dos executivos, a organização é comprometida e muitas vezes, chega a falência em poucos anos.

A transição desordenada pode representar um dos motivos para o encerramento das atividades dos negócios, principalmente em empresas familiares. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 719,6 mil empresas foram fechadas no país em 2016, enquanto apenas 648,5 mil foram abertas. O recuo em comparação a outros anos foi de 3,8% no pessoal ocupado e de 1,6% no pessoal assalariado, com informações das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas 2016, a última publicação sobre o assunto.

Eduardo Valério, diretor-presidente da GoNext.

Um fato alarmante é que de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), do estudo sobre Governança em Empresas Familiares de 2019, apenas 27,6% das empresas têm plano de sucessão para cargos-chave. Quando considerado o plano para o presidente do conselho de administração, o percentual é ainda menor, 19,6%. Desta forma, mudanças inesperadas podem ser prejudiciais para o andamento da organização.

O plano de sucessão quando bem planejado, garante uma transição segura e ordenada, e faz com que a empresa conte com profissionais que possuam experiência e competências necessárias para garantir a longevidade sustentável dos negócios. Por meio do planejamento consistente, a longo prazo, os sucessores conseguem manter os trabalhos sem interferir negativamente nos resultados da empresa.

É o que explica, o diretor-presidente da GoNext, Eduardo Valério. “Preparar o sucessor sempre será um desafio. Essa preparação requer tempo, paciência e projetos críveis com etapas e acompanhamento sistemático pelo conselho de administração”, afirma.

Ainda segundo dados do IBGC, no Brasil, o percentual de empresas com plano de sucessão não ultrapassa 40%, independentemente do recorte analisado. O grupo de empresas com faturamento anual superior a R$ 400 milhões é o que detém o maior percentual: 40%. As empresas em que o diretor-presidente é da terceira geração, 38,7% também se destacam entre as demais, de acordo com a pesquisa.

Segundo Eduardo Valério, o prazo médio para a efetivação completa do processo sucessório é de sete anos, porém, é um ato contínuo considerando que o profissional precisa estar em constante atualização. “Sempre é preciso pensar no futuro e nas renovações. A tecnologia, por exemplo, está nos pressionando cada vez mais. Se o profissional não se atualizar, correrá o risco de ficar obsoleto, sem o devido acompanhamento”, explica.

Nessa preparação, a longo prazo, seis etapas devem ser seguidas para um planejamento consistente. Entre elas, a identificação da estratégia da empresa com relação ao seu crescimento; a identificação das competências estratégicas diferenciadoras da organização; a realização de uma análise de potencial avaliando executivos e familiares; e posteriormente a análise dos resultados da avaliação e do encaminhamento do processo. A quinta etapa é a definição de desafios para esses profissionais e por último, deve-se constantemente acompanhar os sucessores.

Vale ressaltar que o processo sucessório não pode ser confundido com a transição de bens, de propriedade das ações ou quotas de herdeiros. Os sucessores são pessoas designadas pela organização das companhias, para assumir os cargos de liderança e por isso, necessitam do planejamento para manter os bons resultados e seguir o caminho de sucesso já trilhado pela empresa anteriormente.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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