Apesar de modernizar CLT, alterações nas regras de segurança do trabalho podem aumentar acidentes

Apesar de modernizar CLT, alterações nas regras de segurança do trabalho podem aumentar acidentes

O Governo Federal anunciou, nesta terça (30), que lançará uma portaria para alterar duas normas de segurança do trabalho e extinguir uma terceira. As NRs (normas regulamentadoras) alteradas serão as de número 1 e 12, sendo que a número 2 será extinta. Ao todo, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) possui 36 NRs.

O anúncio foi feito pelo secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. De acordo com o Governo, a medida trará uma economia de R$ 68 milhões ao país em dez anos. Além do montante economizado, a ideia da portaria é desburocratizar as relações entre trabalhadores e empregadores.

Ana Paula Smidt Lima , advogada especialista em Direito do Trabalho do escritório Custódio Lima Advogados Associados, pontua que a ideia do Governo é revisar as 36 NRs e que, portanto, a portaria que será lançada deve ser apenas a primeira sobre a pauta. Ela defende que a modernização precisa ser um objetivo, mas que é preciso ficar atento para o fato que algumas alterações podem aumentar o número de acidentes de trabalho.

O que muda:

NR 1

Sobre a NR 1, Ana Paula pontua que depois da publicação da portaria será possível realizar treinamentos referentes à medicina e segurança do trabalho de modo semipresencial ou à distância. O ponto, de acordo com a especialista, reflete uma adequação das normas aos tempos atuais.

“Além disso será desobrigada a elaboração do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) para as empresas na modalidade MEI (microempreendedor individual), ME (microempreendedor) e EPP (empresa de pequeno porte), que tenham grau de risco 1 e 2”, complementa.

NR 2

A especialista explica que a NR 2 será extinta. A medida exige que as empresas, antes de iniciarem suas atividades, precisam passar por uma inspeção por fiscais do Ministério do Trabalho. Por uma impossibilidade prática, já que o número de fiscais é muito menor do que a demanda de abertura de novos negócios, a medida passará a não ter mais efeito.

“Esta NR já não era muito observada pelos empresários, sendo que sua revogação representa uma diminuição na burocracia existente para a abertura de uma empresa”, argumenta a especialista.

NR 12

No caso da NR 12, que regula a segurança do trabalho em relação a máquinas, as alterações são mais sensíveis, diz Ana Paula. A alteração da norma regulamentadora acabará com a exigência de inspeção de auditores a equipamentos industriais de fábricas, por exemplo.

“Se por um lado a mudança da NR 12 moderniza a legislação e amplifica as possibilidades das empresas de adequarem seus maquinários de forma mais ampla, moderna e simplificada, de outro viés pode influenciar negativamente nas relações trabalhistas, resultando em aumento de acidentes de trabalho”, defende a advogada.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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