Executivos brasileiros se relacionam bem no mundo dos negócios, mas pecam na execução dos processos

Executivos brasileiros se relacionam bem no mundo dos negócios, mas pecam na execução dos processos

No mundo todo, o povo brasileiro é conhecido por ser comunicativo, receptivo e carismático. No entanto, essas características quando aplicadas em posições de liderança no mundo dos negócios, nem sempre são encaradas como qualidades. Pelo menos é isso que revela uma pesquisa feita pela empresa DNA Outplacement. Essa pesquisa comparou a atuação de mais de 1500 executivos na América do Sul e mostrou que, para 62%, a principal falha dos líderes no Brasil é a falta de execução devido à maior dedicação a relacionamentos interpessoais.

Isso significa que os nossos líderes empresariais estão gastando mais tempo em contato com as pessoas e buscando sua confiança, do que propriamente pensando em processos dentro da empresa. Tal atitude, não é necessariamente um problema, porém, o desequilíbrio da energia gasta em cada função acaba por afetar todos os processos da empresa. Outras debilidades dos executivos brasileiros apontadas nesta pesquisa são a ausência de foco e a definição de estratégias.

Na avaliação do CEO da DNA, Murilo Arruda, o resultado do estudo não chega a surpreender, pois faz parte da cultura do brasileiro ser extrovertido e gostar de conversar e compartilhar, além, é claro, de almejar postos mais altos de comando no local de trabalho. Ainda, segundo Arruda, estas habilidades não são necessariamente ruins, já que prezar pela boa comunicação tem um papel importante nos negócios, assim como o planejamento. Agora, de nada adianta ter a melhor estratégia de mercado e não manter uma relação amigável com funcionários e outros líderes. Neste sentido, o ideal é balancear as partes.

Outro dado curioso desta pesquisa é que enquanto no Peru e na Colômbia o estilo dos executivos é bem similar ao do Brasil, no Chile, ocorre o oposto, ou seja, maior dedicação à execução e pouco contato com a equipe.

Com o objetivo de aconselhar os profissionais que desejam aperfeiçoar sua gestão em busca do equilíbrio, Murilo Arruda recomenda que o primeiro passo é analisar e identificar o que cada atitude acarreta nos processos da empresa, nos funcionários e nos resultados. Depois, eles devem pensar em soluções e aplicá-las aos poucos. A atenção tem de ser redobrada no caso de busca por uma oportunidade em um país vizinho. Por exemplo, um gerente brasileiro que deseja um cargo no Chile deve trabalhar as capacidades de execução e definição de estratégias.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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