Com o fim da taxa das blusinhas, importação direta ressurge como alavanca para o empreendedorismo brasileiro

Com o fim da taxa das blusinhas, importação direta ressurge como alavanca para o empreendedorismo brasileiro

Diferencial competitivo migrou do preço baixo para a consolidação de marcas próprias no comércio Brasil-China

A economia digital brasileira inicia um novo capítulo neste mês de maio com a revogação oficial da tributação sobre compras internacionais de até 50 dólares. Após um período de intensa pressão inflacionária no consumo cross-border, onde a taxa das blusinhas chegou a elevar o custo final em quase 40% para o consumidor, o mercado projeta agora uma retomada no volume de transações, mas sob uma nova lógica de negócios.

Para o setor de economia e negócios, o impacto vai além da economia doméstica. A medida sinaliza uma oportunidade para pequenos e médios varejistas que utilizam a infraestrutura produtiva asiática para escalar operações no Brasil. Segundo dados de mercado, o período de taxação elevada serviu como um filtro de maturidade, forçando empreendedores a buscarem maior eficiência logística e diferenciação de produto.

“Não estamos voltando ao cenário de 2023. O fim da taxa encontra um ecossistema mais profissionalizado,” afirma Rodrigo Giraldelli, CEO da China Gate e referência em comércio exterior entre Brasil e China.

“O empreendedor que antes apenas apostava em revenda, hoje entende que a isenção de 50 dólares é o incentivo que faltava para transformar operações de importação em marcas próprias robustas e competitivas”, diz o CEO da China Gate.

Competitividade

Giraldelli analisa que o fim do imposto reduz o custo de aquisição para o consumidor, mas alerta que a competitividade nacional agora exige mais do que apenas isenção. O foco das empresas líderes no setor de importação direta tem sido o branding e a curadoria de fornecedores na China, permitindo margens de lucro que resistam a possíveis novas oscilações cambiais ou regulatórias.

A revogação também impacta diretamente os indicadores de consumo e a arrecadação de ICMS nos estados, gerando um debate sobre o equilíbrio entre o estímulo ao consumo digital e a proteção à indústria nacional. Para veículos que acompanham o setor produtivo, o tema central agora é como a integração Brasil-China pode ser utilizada para fortalecer o varejo local por meio da tecnologia e da importação inteligente.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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