China se consolida como peça-chave para competitividade da indústria brasileira

China se consolida como peça-chave para competitividade da indústria brasileira

Grupo Vellore aposta em presença local para ganhar eficiência, tecnologia e se destacar no mercado

Em 2025, o comércio entre Brasil e China alcançou US$ 171 bilhões, o maior nível da série histórica iniciada em 1997, conforme relatório do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). O volume representou alta de 8,2% em relação a 2024 e reforçou o peso da China como principal parceiro comercial do Brasil.

Embora o Brasil exporte mais do que importa da China, a indústria nacional se beneficia da parceria ao acessar insumos e componentes que fortalecem a produção e a competitividade no mercado interno. Nesse cenário, as importações vindas da China somaram US$ 70,9 bilhões no período.

De acordo com dados da UN Comtrade, base de estatísticas de comércio internacional das Nações Unidas, o Brasil importa de lá, majoritariamente, componentes eletrônicos (placas, sensores, partes), peças e subconjuntos industriais, máquinas e equipamentos padrão, insumos químicos intermediários e equipamentos para energia solar.

Tendência antecipada

Se algumas empresas começam a aproveitar esse movimento de receber insumos da China agora, a tendência já vem sendo adotada há um certo tempo pelo Grupo Vellore, indústria paranaense detentora de marcas como a Foxlux, de lâmpadas e iluminação. Além de trazer produtos e componentes chineses, com tecnologia e redução de custos, a companhia opera um escritório no país há quase 30 anos. A opção, conta Diego Prestes, diretor de Compras do Grupo, traz mais proximidade e torna mais assertivas as escolhas de fornecedores e de itens de qualidade.

“A China é um parceiro estratégico para nós há muito tempo. Hoje, é um dos poucos mercados em que encontramos a maior parte dos produtos do nosso ramo com preço competitivo”, reconhece Prestes.

O Grupo Vellore traz cerca de 500 contêineres por ano graças a uma equipe que atua no controle de qualidade e na parte documental, em contato com agentes de carga, transportadores e fornecedores.

“No total, são cerca de 1,2 mil itens produzidos em cerca de 90 fábricas. Sempre há algum produto nosso sendo finalizado em algum ponto da China, o que exige presença constante da equipe em campo”, diz. “Temos pessoas acompanhando a produção, verificando embalagem e conferindo o embarque para garantir que aquilo que foi negociado — por e-mail, em visita ou em feira — seja exatamente o que chega ao Brasil.”

Relação duradoura e próxima

O fortalecimento dessa relação é um diferencial competitivo, avalia Prestes. Ele lembra que a empresa trabalha com alguns dos fornecedores chineses há mais de 25 anos e isso garante condições comerciais e um nível de qualidade difícil de igualar em players que entram agora no mercado.

Além disso, estar fisicamente próximo dos pólos industriais facilita muito o acesso aos movimentos e ao que está acontecendo no setor em primeira mão. “Muitas tecnologias e tendências aparecem primeiro em mercados mais avançados. Lá, conseguimos avaliar se faz sentido adaptar ou trazer essas soluções para o Brasil antes de elas chegarem aos pontos de venda, o que nos faz ganhar de três a cinco meses de vantagem.”

A atuação na China, para Prestes, revela a visão de futuro do Grupo, de ter equipe, conhecimento e estrutura que permitam reagir rapidamente a qualquer nova tendência ou mercado a explorar.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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