Empresas ganham até 3 dias por semana com uso de IA no RH

Com inteligência artificial integrada à gestão de pessoas, empresa automatiza rotinas, amplia segurança de dados e reforça papel estratégico da área
A inteligência artificial já começa a mudar a rotina do RH das empresas brasileiras, mas nem todo uso gera o mesmo impacto. À medida que a adoção avança, cresce também a diferença entre soluções pontuais e aplicações realmente integradas à gestão de pessoas, com segurança, governança e capacidade de apoiar desde tarefas operacionais até decisões mais estratégicas. É essa abordagem que a Sólides, HR Tech líder no Brasil em gestão de pessoas para PMEs, vem consolidando no mercado.
Segundo o Mapa do RH & DP 2025, apenas 36% dos profissionais de recursos humanos do mercado utilizam IA de forma recorrente em suas rotinas. Entre os clientes da Sólides com acesso às soluções proprietárias de inteligência artificial, esse índice já chega a 84%, mais que o dobro da média do setor. A adoção abrange desde recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento, engajamento e retenção até departamento pessoal e folha de pagamento digital.
“Até recentemente, a adoção da IA avançava mais no fácil, automatizando tarefas operacionais, o que estamos liderando agora é o uso dessa tecnologia para apoiar decisões mais complexas, como desenvolvimento de pessoas, retenção e cultura. É aí que está a real transformação da área”, afirma Ale Garcia, co-CEO e cofundador da Sólides.
“Nossa missão é democratizar o acesso à tecnologia para as pequenas e médias empresas, incluindo a educação deste mercado no uso de IA dentro da nossa plataforma, ajudando-as a se tornarem ainda mais competitivas de forma segura.”
Economia de tempo
Dados internos da Sólides mostram que a sua inteligência artificial já cobre mais de 70% da jornada do colaborador, do recrutamento à retenção, e está investindo para cobrir 100% da jornada até o final de 2026. Diferentemente de ferramentas pontuais, a solução da Sólides opera de forma integrada à rotina de gestão de pessoas, atuando de ponta a ponta. Isso permite economizar até 98% do tempo com tarefas operacionais, como distribuição de holerite, descrição de cargos, cruzamento de respostas em pesquisas de clima e análise comportamental do colaborador e candidato, e devolver ao RH o equivalente a até três dias de trabalho por semana, na média do mês.
Em alguns cenários, o impacto é ainda mais tangível: atividades que antes consumiam uma jornada completa de trabalho podem ser realizadas em cerca de 2 horas e meia por dia. Ao longo de um mês, isso pode representar a recuperação de até 14 a 15 dias de trabalho no mês. O efeito não está apenas na velocidade, mas na forma como o tempo é redistribuído, com menos esforço em tarefas repetitivas e mais espaço para decisões que exigem análise, contexto e sensibilidade.
Além do ganho de tempo, a automação também tem contribuído para tornar os processos mais precisos. Uma pesquisa da Sólides com sua base de clientes mostrou que 48,3% das empresas já identificaram redução em erros humanos ou retrabalho após a implementação da IA, enquanto 38,5% relataram avanço significativo nesse aspecto, ou seja, 9 em cada 10 profissionais avaliam de forma positiva o impacto do uso de IA dentro da solução da Sólides em seu trabalho.
Na prática, isso representa mais segurança em rotinas de departamento pessoal e mais assertividade em frentes como análise de absenteísmo, recomendação de candidato com match comportamental e técnico com a posição, plano de desenvolvimento personalizado a partir do feedback, e até análise preditiva de rotatividade de funcionários com baixo engajamento e risco de desligamento.
Maior segurança
Ao mesmo tempo, a ampliação do uso de IA de forma indiscriminada no RH traz uma nova camada de atenção: segurança e governança de dados. Diferentemente de soluções abertas, o uso de inteligência artificial em gestão de pessoas envolve informações sensíveis, que exigem controle, rastreabilidade e aderência à LGPD. Uma pesquisa da NordVPN no Teste Nacional de Privacidade (NPT) de 2025 revela que 89% dos brasileiros não sabem quais aspectos de privacidade considerar ao usar IA no ambiente de trabalho, expondo dados sensíveis inadvertidamente.
“A discussão não é apenas sobre usar IA, mas sobre como usar com responsabilidade. No RH, estamos lidando com dados extremamente sensíveis. Por isso, é fundamental que a tecnologia esteja integrada a sistemas seguros, com governança e critérios claros, e não baseada em ferramentas abertas, sem controle sobre o uso e o armazenamento das informações”, afirma Távira Magalhães, diretora de RH da Sólides.
Para Garcia, o papel da tecnologia não é substituir o julgamento humano, mas ampliá-lo. “A IA não elimina o papel do RH, ela amplia. Permite mais consistência nas análises, mais capacidade de identificar padrões e mais tempo para o que realmente importa: conversas difíceis, desenvolvimento de lideranças e decisões que exigem contexto e empatia.”
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