Paraná é o segundo estado que mais emprega estrangeiros

Paraná é o segundo estado que mais emprega estrangeiros

No Brasil, são mais de 112 mil imigrantes que possuem trabalho formal, segundo dados de 2017 do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra). Neste cenário, o Paraná encontra-se em segundo lugar como estado que mais abriu vagas para estrangeiros, de acordo com a Coordenação Geral de Imigração (CGIg).

Para estimular o debate entre indústrias, governo e sociedade civil, o Sistema Fiep promoveu o Fórum Empresarial de Empregabilidade e Empreendedorismo para Refugiados e Migrantes. “Muitos dos migrantes que chegam ao Brasil já tem uma formação e capacitação profissional, que podem ser rapidamente aproveitadas pelas empresas. O que dificulta a inclusão destes profissionais são aspectos burocráticos. No Fórum, procuramos trazer instituições que esclarecessem trâmites legais, processo de contratação e esclarecessem a importância de inserir os refugiados no mercado de trabalho”, explica Maria Cristhina de Souza Rocha, gerente de Projetos Estratégicos do Sistema Fiep.

Paulo Sergio de Almeida, Oficial de Meios de Vida da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), foi um dos palestrantes do evento e explica que a empregabilidade para migrantes e refugiados é a melhor forma para garantir dignidade, autonomia e autossuficiência para as pessoas. “Muitos migrantes que chegam ao Brasil, acabam entrando em situação de vulnerabilidade social e precisam de um apoio inicial para recomeçar suas vidas. Eles são profissionais motivados e que podem contribuir muito para o país de acolhida, pois trazem uma nova experiência profissional, inovação e diversidade”, afirma.

“Uma em cada sete pessoas no mundo é migrante. Se agregarmos a esse número as pessoas de segunda e terceira geração, reconhecemos que, de alguma forma, todos somos migrantes”, analisou Manuel Hoff, Oficial Sênior de Programas da OIM, em sua fala. “A imigração é uma parte importante de toda a sociedade mundial e, por isso, a OIM desenvolve trabalhos com os governos, sociedade civil e setor privado para encarar os desafios e facilitar o desenvolvimento social e econômico através da migração”, explica.

Plataforma Empresas com Refugiados

No evento, também foi oficializado o lançamento da Plataforma Empresas com Refugiados no Paraná. Esta é uma iniciativa da Rede Brasil do Pacto Global da ONU e da ACNUR para promover a integração de pessoas refugiadas e solicitantes de refúgio no mercado de trabalho brasileiro. O site traz cases de sucesso de empresas e imigrantes que foram contratados, banco de práticas, materiais de referência e informações sobre os trâmites legais para a contratação de refugiados.

“Nosso objetivo com a plataforma é reunir e dar visibilidade para boas práticas de empresas. Além disso, traz informações para incentivar outras companhias que queiram se engajar”, conta Gabriela Almeida, assessora de Direitos Humanos da Rede Brasil do Pacto Global.

As histórias inspiradoras são divididas em quatro linhas de atuação: empregabilidade, empreendedorismo, educação e sensibilização e engajamento. O Projeto Migrantes do Sistema Fiep é um dos cases selecionados e que estão disponíveis na plataforma. Para conhecer as iniciativas, acesse aqui: https://www.empresascomrefugiados.com.br/

Projeto Migrantes

Em 2016, o Sistema Fiep desenvolveu o Projeto Migrantes, com objetivo de atender pessoas vindas de outros países em situação de vulnerabilidade social. O programa foi dividido em três etapas: curso de Língua Portuguesa, de qualificação profissional em panificação e orientação de carreira. A participação era totalmente gratuita e 70% dos alunos que participaram do projeto estavam empregados antes do curso de panificação acabar.

Ronal Dieuseul Saint Amour veio ao Brasil há seis anos, do Haiti. Formou-se no projeto e sempre teve um espírito empreendedor. Tentou abrir sua própria empresa nos seus primeiros meses no Brasil, mas não pode por não ter residência fixa. Agora que já está bem estabelecido, irá investir na sua panificadora. “O Fórum me deixou muito feliz, pois dá aos empresários mais clareza que refugiados precisam de oportunidades, pois são ótimos profissionais e ótimos empreendedores”, comemora.

Já o Grupo Pantucci, de Curitiba, contratou estudantes que participaram do projeto. O CEO Rafael Albano Battisti conta um pouco sobre a experiência: “Sendo empregador, compreendemos a importância de praticar a integração social dos migrantes, oportunizando um bom emprego com remuneração assertiva. Aqui, tivemos retornos positivos e satisfatórios e vamos continuar contratando refugiados”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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