Produção de compensado brasileiro de pinus sofre redução

As principais indústrias brasileiras de compensado de pinus iniciaram o processo de redução de suas produções. Tal posicionamento já se reflete nos dados de exportação divulgados nesta quarta-feira, 3 de julho, pela Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), que mostra uma queda de 14% no volume embarcado no mês de junho comparado ao mês anterior, e que tende a continuar em queda.
Os principais fabricantes de compensado do Brasil informaram à Abimci que já adotaram novas medidas para intensificar a diminuição da produção, dentre as quais paradas anunciadas, concessão de férias coletivas, diminuição das horas trabalhadas durante o dia ou de dias trabalhados durante a semana. Com isso, na avaliação da associação, os volumes embarcados no mês de julho devem representar uma queda ainda mais acentuada da produção.
Cenário mundial
A Abimci afirma que “a somatória dessas ações intensificará ainda mais a queda da produção, fato que já vem sendo notado nas últimas semanas, e que refletirá de forma direta na oferta do produto, contribuindo assim para a melhoria do ambiente de negócios do segmento de compensados para quem produz, assim como trará clareza e tranquilidade maior para a política de compras dos importadores do produto brasileiro”.
A decisão dos fabricantes em diminuir o volume produzido acompanha o cenário mundial de aumento da oferta de compensado de pinus e demanda reduzida, em um momento no qual o mercado monitora com cautela questões internacionais como a taxação dos Estados Unidos a produtos chineses, Brexit, entre outros. Somado a esses fatores, os empresários afirmam estar pressionados pelos custos produtivos do Brasil, principalmente os relacionados à matéria-prima, energia e aos fretes internos e marítimos.








