Brasil gera 43,8 mil empregos formais no mês de julho

Brasil gera 43,8 mil empregos formais no mês de julho

No mês de julho, foi registrada a abertura de 43.820 vagas de trabalho com carteira assinada, o que corresponde a um crescimento de 0,11% em relação ao estoque de junho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta sexta-feira (23), pelo Ministério da Economia.

Segundo o levantamento, nos sete primeiros meses do ano foram criados mais de 461 mil postos de trabalho. Esse resultado, de janeiro a julho, foi o melhor para o período desde 2014.

Novo trabalho

Gleiciane Vila Nova, de 24 anos, moradora de Planaltina, no Distrito Federal, foi uma das brasileiras que conseguiu um novo trabalho. Para sair da fila do desemprego, ela e irmã Íris decidiram inovar e fizeram um faixa com os dizeres “Precisamos de emprego”. As duas ficaram próximo a um shopping da capital federal durante três dias, até que Gleiciane recebeu uma ligação, fez a entrevista e foi contratada.

“Quando eu fui para a rua, eu e ela, a gente não pensou só na gente, no desespero pessoal. A gente pensou em inúmeras pessoas que se formam todo semestre, em universidades do país inteiro, que, quando se formam, vão para o mercado de trabalho cheia de sonhos, esperanças, e dão de cara com a porta, porque o mercado de trabalho não dá oportunidade para quem não tem experiência. Se todos os empresários do Brasil olhassem por um lado mais humanitário e acolhesse este profissional, desse essa oportunidade, eu acho que o sonho de milhares de universitários não iria morrer”, conta.

Segundo a coordenadora geral de cadastros e identificação profissional e estudos da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, Mariana Eugênio Almeida, dos oito setores econômicos analisados, sete contrataram mais do que demitiram em julho.

“O grande destaque foi para o setor da Construção Civil, que teve o maior saldo positivo no mês de julho, seguido pelo setor de Serviços, Indústria de Transformação, Comércio, Agropecuária, Extrativa Mineral e Serviços Industriais de Utilidade Pública”, relata.

Somente o setor da Administração Pública apresentou saldo negativo. Para o advogado trabalhista Fábio Ferraz dos Passos, a situação dos trabalhadores ainda é muito sensível e o cenário atual não mostra uma perspectiva de mudança imediata.

“Apesar dos números trazerem uma positividade muito pequena, em termos de produtividade, a gente está voltando a estaca de 23 anos atrás, ou seja, é como se o Brasil não tivesse crescido nada nesse período inteiro em termos de produtividade. Isso é muito ruim porque o trabalhador passa a não ter a valorização do seu trabalho e, com o seu trabalho não valorizado, ele passa a consumir menos. Consumindo menos, a economia também não cresce”, disse.

De acordo com o Ministério da Economia, todas as regiões do Brasil tiveram crescimento no mercado formal de trabalho em julho. O maior saldo foi na Região Sudeste, com 23.851 vagas de emprego com carteira assinada, um crescimento de 0,12%. Em seguida, vêm Centro-Oeste (9.940 postos, 0,30%); Norte (7.091 postos, 0,39%); Nordeste (2.582 postos, 0,04%); e Sul (356 postos, 0,00%).

Cintia Moreira – Agência RadioMais

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *