Confiança no setor, expansão geográfica e disrupção tecnológica são as perspectivas dos CEOs para os próximos três anos

Confiança no setor, expansão geográfica e disrupção tecnológica são as perspectivas dos CEOs para os próximos três anos

Os CEOs sul-americanos têm boas perspectivas para os próximos três anos, segundo a pesquisa da KPMG, CEO Outlook 2019, que entrevistou executivos líderes das empresas da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Uruguai e Venezuela. De acordo com o levantamento, 89% dos entrevistados acreditam na expansão das companhias que lideram; 88% estão confiantes em relação ao setor em que atuam e 65% acreditam que a economia mundial irá melhorar nos próximos três anos.

Com relação aos planos de expansão geográfica das empresas sul-americanas, o levantamento apontou que cerca de 70% dos entrevistados desejam expandir os negócios para países de economia em desenvolvimento, sendo as Américas Central e do Sul (38%) e Leste Europeu (17%) os locais preferidos. Já 69% dos executivos afirmam que irão priorizar países e regiões que compõem a iniciativa chinesa “Belt and Road” e outros 32% têm como prioridade o crescimento orgânico, isto é, investimentos em pesquisa e desenvolvimento, de capital, recrutamento e desenvolvimento de novos produtos.

Os entrevistados foram questionados ainda sobre diferentes perfis de CEOs e o que os mantêm motivados: 68% declararam já ter dado um passo em falso significativo na carreira, o que foi adequadamente superado; 61% concordam que diferentes tipos de CEOs são necessários para atuar nos vários estágios do ciclo de vida de uma empresa; 19% declararam que a maior motivação é entregar bons níveis de crescimento a curto prazo e 13% têm maior objetivo a produção de impacto ambiental e socioeconômico positivos.

“A pesquisa nos ofereceu uma perspectiva sobre como pensam os líderes regionais a respeito dos grandes temas do momento no mundo corporativo, entre eles, o nível de confiança na economia dos países onde as empresas atuam, o bom domínio dos processos de inovação digital, compreensão das dinâmicas disruptivas do mercado e resiliência. Deduzimos que a grande tendência é apresentar uma postura aberta e flexível diante das mudanças e incertezas que cercam todo e qualquer negócio. Integrar os dados dos líderes dos países da América do Sul com a opinião deles sobre o mercado permitiu a visualização de um panorama inédito”, analisa o presidente da KPMG no Brasil e na América do Sul, Charles Krieck (foto).

Sem medo da disrupção tecnológica

Sobre como enfrentar a disrupção tecnológica, os CEOS sul-americanos afirmaram que a consideram mais uma oportunidade do que uma ameaça (83%). Os entrevistados admitiram também que já deixaram de lado insights fornecidos por dados porque eles não corroboravam com as intuições (63%) e que as empresas que presidem estão liderando a disrupção dos mercados em que atuam, em vez de esperar pela ação da concorrência (61%). Quando o assunto é resiliência, 36% acreditam que o segredo é a proteção do core business; para 26%, a empresa mais resiliente é capaz de causar disrupção; e 25% acreditam que o segredo está na habilidade de se adaptar rapidamente às mudanças.

Quando questionados sobre a criação e uso de novas tecnologias, os CEOs entrevistados disseram que as empresas que presidem estão incentivando os funcionários a criar novos produtos, processos e soluções: 80% acreditam que a inteligência artificial irá gerar muito mais empregos do que eliminá-los; 70% fomentam uma cultura de inovação entre os funcionários, e 62% afirmaram que uma forte estratégia cibernética é fundamental para criar confiança junto aos stakeholders. Já outros 43% estão utilizando Inteligência Artificial em uma parcela reduzida dos processos utilizados e 42% pretendem aprimorar as capacidades digitais de 31% a 40% do quadro de funcionários.

Segundo o levantamento, diferentes modelos de parcerias com outras empresas – de prestadoras de serviço a startups – são utilizados no processo de renovação de processos e soluções auxiliados pela tecnologia. Para 62% dos entrevistados, o caminho para inovação passa pela união a consórcios da indústria de desenvolvimento de tecnologias inovadoras e, para 61% deles, o foco está na configuração de programas de aceleração ou incubadora para empresas iniciantes. Já 59% acreditam que podem vir a colaborar com startups inovadoras; o mesmo percentual afirmou que pode disponibilizar produtos e serviços por meio de um provedor de plataforma on-line”.

Riscos do mercado: operacionais e tecnologias

Os maiores riscos de mercado para os CEOs da América do Sul, que participaram da pesquisa, são os operacionais (21%) e aqueles relacionados à ascensão de novas tecnologias como a segurança cibernética (18%) e as tecnologias disruptivas (17%).

De acordo com o estudo, na percepção dos executivos líderes, a retomada de práticas territoriais (15%) e os riscos regulatórios (11%) completam a lista de preocupações dos entrevistados.

Sobre a pesquisa

Participaram da pesquisa “CEO Outlook 2019” 285 executivos dos seguintes países: Argentina (50 entrevistados), Bolívia (10), Brasil (50), Chile (15), Colômbia (25), Equador (10), Peru (50), Uruguai (25) e Venezuela (50). Com 100% de empresas sediadas nos próprios países, o levantamento mostra distribuição equilibrada em relação à estrutura de operações, sendo 52% delas companhias de capital aberto e 48% de capital fechado. Parcela mais expressiva das empresas (47%) faturou entre US$ 500 milhões a US$ 999 milhões no último ano fiscal, mas há também uma considerável fatia de 36% que registraram ganhos entre US$ 1 bilhão a US$9,9 bilhão no período. Do total de entrevistados, 16% alcançaram a marca de US$ 10 bilhões ou mais.

Sobre o perfil dos entrevistados, a maioria é de homens (quase 80%) e a parcela mais expressiva (de 40%) é representada por CEOs que estão no cargo por um período entre 6 e 9 anos. Ocupando esta posição há 4 ou 5 anos está um grupo de 33% de entrevistados. Outros 19% assumiram a liderança da companhia há 2 ou 3 anos. Com 10 ou até 14 anos no cargo há um percentual de 14% dos CEOs e apenas 5% estão no cargo há menos de um ano.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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