7 caminhos para o varejo local enfrentar o fim da “taxa das blusinhas”

Competitividade tende a ir além da disputa por preço
Diante do fim da chamada “taxa das blusinhas” e do aumento da competitividade com plataformas internacionais, o varejo brasileiro entra em uma nova fase, mais aberta, digital e exigente.
Para além do embate político e setorial, a medida reforça uma transformação estrutural no consumo. Segundo o executivo e especialista em varejo, Paulo Brenha, o brasileiro está cada vez mais conectado a um mercado global, com acesso facilitado a diferentes opções e maior sensibilidade a preço, prazo e experiência de compra.
Nesse contexto, a competitividade tende a ir além da disputa por preço, pressionando as empresas nacionais a investir em eficiência operacional, fortalecimento de marca, experiência do cliente e diferenciação.
Enquanto o consumidor experimenta um ganho imediato, o varejo passa por um processo de adaptação.
Como destaca Brenha, o desafio agora não é apenas reagir a uma mudança tributária, mas responder a um novo padrão de consumo, menos tolerante a preços desalinhados com o mercado internacional.
Autor do livro “Varejo com propósito e resultado – Como transformar vendas em valor e margem em resultado”, ele aponta os caminhos práticos para o varejo local se manter competitivo nesse cenário desafiador.
1. Deixar de competir apenas por preço
Entrar na guerra de preços com plataformas globais tende a ser uma estratégia perdedora. O varejo local precisa buscar diferenciação em outras frentes.
2. Investir na experiência de compra
Atendimento próximo, facilidade de troca, pós-venda eficiente e um ambiente agradável fazem diferença na decisão do consumidor.
3. Apostar em conveniência
Entrega rápida, disponibilidade imediata e processos simples de pagamento são atributos cada vez mais valorizados.
4. Construir relacionamento e confiança
O varejo local tem como vantagem a proximidade com o cliente. Conhecer o consumidor e criar vínculo é um diferencial competitivo relevante.
5. Melhorar a curadoria de produtos
Focar no que realmente vende, evitar excesso de estoque e ajustar o mix ao perfil do cliente aumenta eficiência e reduz desperdícios.
6. Fortalecer marca e posicionamento
Mais do que vender produtos, é preciso comunicar valor, criar identidade e gerar conexão emocional com o cliente.
7. Ganhar eficiência operacional
Controlar custos, gerir bem o estoque e manter disciplina na execução são fatores decisivos para sustentar margens.








