Crescem os casos de vazamento de informação nas empresas brasileiras

Crescem os casos de vazamento de informação nas empresas brasileiras

Segundo levantamento inédito da consultoria de ética e compliance, saltou de 2,4% para 79,2% o número de incidentes relacionados ao uso indevido de informação nos últimos anos. Estratégias de negócios e dados pessoais de clientes estão entre as informações mais vazadas nas organizações

De 2014 a 2018, o vazamento de informação foi o incidente mais ocorrido nas empresas brasileiras, de acordo com um levantamento inédito realizado pela consultoria de ética e compliance ICTS Protiviti. Dos 32 mil incidentes analisados dos mais variados tipos neste período, 70% equivale à exposição indevida de dados sensíveis e confidenciais. O índice foi extraído de uma base formada por empresas monitoradas pela consultoria, que realiza serviços de análise de risco a partir do monitoramento do tráfego de informações em e-mails, desktops, laptops, celulares corporativos e publicações nas redes sociais.

O tipo de informação mais vazada neste período foi de processos operacionais, que compõem informações confidencias como estratégias e regras de negócios da empresa, representando 25% do total de incidentes nesta categoria. Em seguida, com 15,61%, aparece a violação de dados cadastrais de clientes, tais como números do CPF, RG, endereço residencial e renda. Já a divulgação de salários foi a terceira situação mais vazada, representando 11,01% dos casos.

“O crescimento de casos de vazamento de informações é explicado pela maior preocupação das empresas em monitorar a utilização de seus recursos corporativos, além da maior disponibilidade de ferramentas e melhoria nas técnicas de monitoramento”, explica Fernando Scanavini, coordenador da pesquisa e diretor executivo de operações na ICTS Protiviti.

Além do uso indevido de informação, ainda figuram com os principais incidentes de riscos nas empresas o envio de currículo (11%), não conformidade aos procedimentos e políticas internas (7,55%), desvio de comportamento (2,69%), relacionamento afetivo e de parentesco (2,35%) e reclamações voltadas ao clima organizacional (2%).

Em relação ao tempo médio de resolução dos incidentes, 43,5% são realizados em menos de dez dias. “Casos que envolvem relacionamento íntimo, assédio ou utilização de recursos da empresa, como e-mail corporativo para vazamento de informações, tem apuração rápida. Já assuntos que exigem perícias em HD´s ou solicitação de quebra de sigilo por via judicial, a resolução é mais longa por depender de fatores externos”, finaliza Scanavini.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *