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Formalização digital levanta a bandeira da inovação no setor financeiro

Recentemente, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou a pesquisa ‘Tecnologia Bancária 2019’. De acordo com a instituição, a cada dez transações, com ou sem movimentação financeira, seis são feitas por meios digitais, seja por celular ou computador. Em contrapartida, as agências e os postos de atendimento bancários sofreram um declínio de 40 milhões no número de transações. Esses dados evidenciam a queda do interesse do cliente pelo atendimento tradicional. Hoje, o novo consumidor está atrás de comodidade, praticidade e segurança. Tudo na ponta dos dedos.

Nesta nova era de clientes ultraconectados revolucionando o mercado, as tradicionais instituições financeiras estão se mexendo para sobreviver. O renome não é mais suficiente para se manter no shark tank. Para sair à frente da concorrência é preciso otimizar processos e melhorar a experiência do cliente. Para isso, o setor bancário segue investindo em tecnologias que transformam a jornada do cliente, oferecendo a eles o mundo nas mãos por meio de smartphones e permitindo que transacionem da forma mais conveniente.

Segundo Doug Stephens, um dos maiores visionários sobre consumo e varejo que influenciou empresas como Citibank, Google, eBay, Disney, Intel e Walmart, a maioria dos neurologistas concorda que a tecnologia está mudando o nosso cérebro. A forma como pensamos, processamos informações e percebemos o mundo ao nosso redor vem sendo constantemente alterada por sistemas, softwares e dispositivos. Por isso, Stephens criou o termo “Figital” para nomear a convergência que está ocorrendo entre os universos físico e digital. Este termo descreve o desafio das instituições financeiras e empresas frente às demandas dos seus clientes.

O mercado financeiro tem sido o catalisador de inúmeros avanços tecnológicos pela alta demanda de serviços modernizados, que também oferecem segurança e conforto ao usuário, como as assinaturas digitais, que têm transformado a maneira com o qual os clientes formalizam suas transações financeiras.

A assinatura digital pode ser considerada o Big Bang das relações entre cliente e instituição em um mundo, como diz Stephens, “Figital”. O papel, por outro lado, tem cada vez menos espaço nesta nova era em que as relações e transações acontecem, na maioria das vezes, de forma digital. É preciso inovar para se manter competitivo no mercado financeiro e a assinatura digital é o meio para este fim.

Neste cenário, um ponto de atenção está relacionado a fraudes. Elas sempre podem surgir quando se migra de tecnologia ou se implementa uma inovação. Uma plataforma de formalização digital deve permitir que, além da assinatura digital, as tecnologias de Robotic Process Automation (RPA) e Machine Learning trabalhem de forma transparente e integrada para que as transações no mundo “Figital” sejam seguras para clientes e instituições, garantindo que as operações tenham autenticidade, integridade e legalidade.

Além de novas experiências de atendimento, o novo consumidor também exige responsabilidade ambiental. Os clientes estão demandando cada vez mais que as empresas se adequem aos seus valores individuais e não se tornem omissas aos impactos ambientais. Neste cenário, a formalização digital surge como uma alternativa sustentável porque permite eliminar processos em papel, ou seja, é paperless, assim como é presenceless, pois não possui a necessidade presencial do cliente evitando o deslocamento, já que tudo pode ser realizado remotamente via canais digitais.

Pode parecer apenas um passo, mas é um processo imprescindível para a jornada da transformação digital no mercado financeiro. Além de acompanhar o desenvolvimento da indústria, a formalização digital atende às exigências do novo consumidor e contribui para o ecossistema de inovação do setor.

O artigo foi escrito por Alexandre Corigliano, que é CEO da Nexyon, desenvolvedora de soluções para formalização de negócios sem papel.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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