Indústria do bem-estar gera receita de US$ 94 bilhões
Em 2018, a indústria mundial do bem-estar foi responsável por uma receita de US$ 94 bilhões. Tais cifras impressionam tanto quanto os números deste mercado que não para de crescer, sobretudo nas Américas e na Europa. No mundo, já há mais de 210 mil academias, que recebem cerca de 183 milhões de clientes. Os dados são da IHRSA 2019 Global Report, estudo anual da associação internacional que promove o universo da saúde.
De acordo com a pesquisa, o Brasil é o segundo país do mundo em número de academias (34.509) e fica atrás apenas dos Estados Unidos (39.570). Apesar deste número expressivo, o nosso País apresenta uma baixa taxa de penetração de adesão (4,62%), quando comparada com a Terra do Tio Sam (20,8%). São 9,6 milhões de clientes brasileiros, contra 62 milhões de frequentadores americanos.
Entre as regiões, a América do Norte é a número 1 em tamanho e escopo, com uma receita de mais de US$ 35 bilhões, 46 mil academias e 68,6 milhões de amantes da vida saudável. Na sequência vem Europa, Ásia-Pacífico, América Latina, Oriente Médio & Norte da África e África do Sul. A América Latina, quarta do ranking e da qual o Brasil faz parte, apresenta receita de US$ 5,8 bilhões, mais de 68 mil academias e 21,6 milhões de clientes.
Esses números refletem o potencial do mercado fitness global, que será apresentado na 20ª IHRSA Fitness Brasil, maior evento do segmento da América Latina. A Expo acontece de 29 a 31 de agosto, com uma expectativa de faturamento de R$ 60 milhões em negócios.
“Esta edição tem um valor histórico para nós, por ser a de 20 anos. O evento reforça como o mercado de fitness, saúde e bem-estar vem se consolidando nas últimas duas décadas, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo”, explica Waldyr Soares, presidente da Fitness Brasil.
“Acredito no enorme potencial que temos para crescer ainda mais e transformar a vida das pessoas por meio da nova indústria do bem-estar que, em cinco anos, deve passar por um processo total de transformação. A tecnologia continuará a ser muito utilizada, mas como auxiliadora no treinamento com entretenimento, focado no que chamamos hoje de a ‘nova era do bem-estar’, em que há menos malhação e mais saúde e felicidade”, finaliza Soares.


