Marcas próprias são um bom negócio para varejo e indústria

Marcas próprias são um bom negócio para varejo e indústria

As marcas próprias se tornaram uma excelente oportunidade de negócios no Brasil, tanto para o varejo quanto para a indústria. No caso dos consumidores, a vantagem das marcas próprias são os preços dos produtos que chegam a ser de 10% até 20% mais baratos.

As marcas próprias começaram no setor de alimentação e avançaram para vestuário, farmácias, material de construção, calçados, papelaria, conveniência e a expectativa é que devem ganhar outros segmentos.

No setor de supermercados, por exemplo, as marcas próprias começaram a ser vendidas na década de 70, e hoje representam entre 6 e 7% das vendas e têm crescido mais do que as marcas nacionais em vendas. Sob o prisma da indústria, historicamente, a marca própria chegou a ser vista como uma ameaça ao market share de seus produtos, mas com o tempo ela se tornou uma oportunidade para novos negócios, uma vez que havendo ociosidade de produção, o aumento do volume dilui custos fixos.

Eu conversei com consultores de empresas e eles me explicaram que no caso das indústrias, desenvolver marcas próprias também pode ser uma estratégia de entrada em novas categorias ou canais com baixíssimo risco ou investimento.

Do ponto de vista do consumidor, um dos fatores que vem contribuindo para a maior demanda por produtos de marca própria é a perda do poder aquisitivo e o desemprego, que faz com que os consumidores diminuam os seus gastos. Neste contexto, os produtos mais caros dão lugar aos de marca própria nos carrinhos, fortalecidos pela confiança e credibilidade do supermercado que estampa as embalagens.

O que tem animado tanto os supermercados quanto as indústrias são os resultados de pesquisas que apontam que 50% das famílias que passaram a utilizar os produtos de marcas próprias de supermercados, farmácias e lojas de confecções disseram que vão manter esse hábito mesmo quando a situação financeira melhorar. Só para se ter uma ideia, mais de 32 milhões de domicílios brasileiros compram produtos de marca própria.
Outro ponto positivo é que este tipo de negócio pode crescer mais. No Brasil, a participação de mercado das marcas próprias é em torno de 4,5 a 5%, segundo os dados da Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (ABMAPRO). Nos Estados Unidos e França, alcance é de 20% e, na Inglaterra, 42% de tudo que é vendido é de marcas próprias.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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