Na “guerra das maquininhas”, InfinitePay desafia concorrentes com taxas até 80% menores

Na “guerra das maquininhas”, InfinitePay desafia concorrentes com taxas até 80% menores

A “guerra das maquininhas” tornou-se um tema constante no setor financeiro nos últimos anos, com as atenções voltadas às desafiantes do duopólio Cielo-Redecard. Essa segunda geração de adquirentes trouxe tecnologia e melhor atendimento a uma massa de varejistas, mas continuou jogando com as regras antigas de um mercado concentrado e ineficiente. São essas regras que começaram a mudar com a chegada da InfinitePay, maquininha lançada em junho pela Cloudwalk, uma fintech fundada em 2013, com bases no Vale do Silício e no Brasil.

A InfinitePay se apoia em dois pilares para brigar no disputado mercado de adquirentes no Brasil: taxas menores e transparência total. Para convencer os clientes cansados de cair em pegadinhas por trás de promoções repletas de asteriscos, a InfinitePay tem um simulador no site (infinitepay.io/#simulador). Uma calculadora mostra em tempo real quando e quanto o varejista irá de fato receber em comparação com os principais concorrentes.

Recebíveis

Em uma simulação de uma venda de R$ 10 mil, parcelada em seis vezes no cartão Visa ou Mastercard, o cliente que faz um adiantamento de recebíveis receberia, na comparação com a concorrência, entre R$ 800 a R$ 1200 a mais com a InfinitePay. Além do menor custo para de antecipação de recebíveis, a empresa garante as menores taxas sobre as operações.

“Queremos mudar a cara do mercado de maquininhas, deixá-lo mais parecido com o que vemos lá fora”, afirma Luís Silva, CEO da Cloudwalk. “Se você olha os resultados das empresas, elas não estão ganhando dinheiro com a operação, mas sim com antecipação de recebíveis”.

Não há nenhuma mágica por trás das taxas tão mais atraentes na InfinitePay. Elas são possíveis pela escolha de um modelo econômico diferente do praticado historicamente no Brasil – uma “jabuticaba” que prevê parte importante da receita vinda da taxa de antecipação de recebíveis. O antigo duopólio estabeleceu que varejistas só receberiam os valores pagos por seus clientes após um intervalo de 30 dias. Para antecipar esses valores, precisavam pagar taxas que variavam de 12% a 35%.

“A InfinitePay faz essa antecipação cobrando um valor muito próximo à taxa básica de juros, que hoje está em 5,5%”, diz Silva. “É como funciona em países da Europa e nos Estados Unidos, onde as empresas de pagamento ganham dinheiro com as transações, que é o serviço que de fato estão oferecendo”.

Para garantir a rentabilidade nas transações, a InfinitePay conta com uma tecnologia desenvolvida do zero para atender o mercado, baseada em blockchain e inteligência artificial. Assim, tarefas como processamento, análise de crédito e antifraude consome muito menos recursos do que a estrutura de concorrentes, que precisam lidar com sistemas legados enormes. “Nosso custo de processamento por transação chega a ser 35 vezes menor do que de concorrentes de capital aberto”, afirma Silva.

Robustez financeira

Longe de ser uma aventureira em um mercado que está em alta, a Cloudwalk, criadora da InfinitePay, é uma fintech fundada em 2013, com bases no Vale do Silício e no Brasil. Os sistemas de pagamento da Cloudwalk funcionam em mais de 250 mil maquininhas e processaram nos últimos 18 meses cerca de R$ 4,2 bilhões.

Para lançar a InfinitePay, a Cloudwalk captou no ano passado R$ 25 milhões numa rodada A de investimentos, em que participaram o fundo americano The Hive, o banco Smartbank e a FIS, líder global em tecnologias para o setor financeiro. É o Smartbank que oferece a linha de crédito disponível para os varejistas – hoje estimada em R$ 6 bilhões. Entre os acionistas também está a PlugAndPlay, uma das maiores aceleradoras de startups do mundo, que apostou no início de empresas como Google, Paypal e Dropbox.

Após rodarem um piloto de 3 meses numa cidade no interior de São Paulo, a Cloudwalk iniciou as vendas da InfinitePay diretamente pelo site no último mês de junho. A configuração é feita online e o cliente recebe a maquininha já pronta para ser usada em qualquer cidade do Brasil. Os resultados dos dois primeiros meses de venda já impressionam. “Com uma equipe de 10 pessoas nesse esforço comercial inicial, batemos 10% da venda diária de um de nossos concorrentes que está listado em bolsa”, afirma Silva.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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