Mulheres representam 34% dos cargos de liderança no Brasil

Mulheres representam 34% dos cargos de liderança no Brasil

Atualmente no Brasil há 9,3 milhões de mulheres empreendedoras, segundo a Agência Sebrae de Notícias, o que representa 34% de todos os negócios formais e informais do país. A busca pela independência financeira ou ter uma outra fonte de renda são os principais motivos que levam as mulheres a se tornarem empreendedoras.

O número de mulheres que são chefes de família também é um número considerável. “Antes as mulheres não lutavam pelo espaço, era apenas um complemento para a renda. Em torno de 43% atualmente são chefes de domicílio, é um número bastante significativo. Antes a mulher buscava por condições diferentes. Hoje não há mais motivos para ganhar menos”, afirma Juliana Bacilla de Souza, consultora de negócios do Sebrae-PR. Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2017, dos 2,6 milhões de empregos em cargos de chefia, 1.143.821 eram ocupados por mulheres.

Um estudo chamado Mulheres, Empresas e Direito 2019, feito pelo Banco Mundial, mostra que o Brasil, se comparado a outros países, encontra-se em uma boa posição no que diz respeito a liberdade das mulheres em se deslocar, iniciar em um emprego, trabalhar sem a permissão do marido e tendo autonomia de gerenciar.

Mas as mulheres empreendedoras ainda encontram outra dificuldade: as linhas de financiamentos. O valor de crédito disponibilizado para empréstimos para elas em instituições bancárias é de R$ 13 mil a menos do que para os homens e a taxa de juros é de 3,5% a mais — mesmo que o público feminino represente uma taxa de inadimplência menor que o público masculino, sendo 3,7% para 4,2%. “Hoje mais de 50% dos negócios iniciais são liderados por mulheres, em diversas áreas. O empreendedorismo por oportunidade voltou a crescer. As mulheres estudaram, voltaram a crescer, foram atrás e fizeram diferente do empreendedorismo por necessidade”, explica a consultora do Sebrae-PR.

MULHERES NO PODER

Na Fundação Pró-Renal de Curitiba, 69,2% dos funcionários são mulheres e, dessas, 12 são líderes, representando 8,5% em relação ao número geral de funcionários. Um exemplo é Anelise Marcolin (foto). Diretora executiva da instituição há dez anos, enfermeira de formação e pós-graduada em Nefrologia, ela conta que sua carreira foi desenvolvida sempre em empresa multinacional. “Trabalhei em vendas e em marketing no desenvolvimento de produtos; coordenei e implantei programas de qualidade em saúde em clínicas de diálise em diferentes regiões do Brasil, também liderei equipes e participei de desenvolvimento de eventos de saúde. Meu aperfeiçoamento sempre foi voltado para gestão empresarial e liderança”, conta. Para ela, para ser diretora de uma instituição sem fins lucrativos, é necessário ter criatividade, entender as áreas de captação de recursos e é crucial diversificar inovar as fontes de receitas.

As mulheres ainda enfrentam muitas dificuldades relacionadas ao preconceito e ao machismo dentro das organizações quando o assunto é o mercado de trabalho. Um bom exemplo são os salários pagos a elas, que, segundo a RAIS, representam 69,8% do salário dos homens. “Quanto a diferença salarial acho uma grande injustiça, pois não é o gênero que define a entrega do resultado, mas sim o compromisso e as competências para com as metas institucionais; acredito muito na competência e habilidade feminina em liderar”, complementa Anelise.

“A ascensão das mulheres é inevitável não só na saúde, mas em diferentes áreas ditas, inclusive as exclusivas aos homens. Acho fundamental quebrar muitos preconceitos, como fragilidade, instabilidade de humor, falta de foco; ao contrário, somos muito mais focadas, dedicadas e trabalhamos muito melhor com equipes”, defende Anelise, que acredita no poder de compartilhar das mulheres, na flexibilidade e no poder de comunicação. “Acho que as mulheres são muito preparadas para ensinar e não reter o conhecimento. Aprendemos a respeitar as diferenças e a trabalhar com a multidisciplinaridade das equipes”, finaliza a diretora da Fundação Pró-Renal.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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