Setor de máquinas cresce apenas 1,1% no acumulado do ano

“Estamos crescendo no mercado interno calculado hoje em 5,9%, no entanto este crescimento é muito pequeno e foi anulado pela queda das exportações, em comparação com o acumulado do ano de 2018”. A declaração é do presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso Dias Cardoso, durante a coletiva mensal da instituição nesta terça-feira (24).
O presidente informa que o crescimento acumulado no ano foi de apenas 1,1%. Segundo ele, o mercado interno teve um crescimento aquém do que se previa e houve ainda uma queda nas exportações muito em função do Mercosul. Com isso, a expectativa de crescimento não está se configurando. Veloso destaca que os dados registrados até o mês de agosto são reflexo da fraca atividade econômica observada neste ano e indicam que as expectativas de crescimento, ao redor do observado em 2018 (5%), não se confirmarão.
Exportações e importações
As exportações de máquinas e equipamentos apresentaram retração de 2,6% quando comparado com o mês imediatamente anterior. Na comparação interanual, o setor reduziu suas vendas em 15,7%. A queda tem forte relação com a recessão na Argentina, um dos principais parceiros comerciais do Brasil, e ainda com a redução no ritmo de crescimento das principais economias mundiais, em razão da continuidade das incertezas em torno da guerra comercial entre EUA e China e problemas em diversos países da zona do Euro.
Já quanto às importações, os números são positivos. Houve aumento das importações de máquinas e equipamentos, tanto em relação ao mês de julho (24%) como em relação ao mês de agosto de 2018 (60%). Com isso, de janeiro a agosto, as importações superaram em 17% o resultado observado em 2018. Uma curiosidade está na perda de participação da China, em função do forte aumento da participação dos equipamentos americanos no mercado nacional.
Emprego
O balanço divulgado hoje demonstra que o setor retomou o processo de ampliação em 2019 e contratou 10 mil pessoas. Outro dado positivo levantado é que a indústria de máquinas e equipamentos se destaca pela qualidade da sua mão de obra, e por estar entre os setores que oferecem as melhores remunerações do país, 86% acima da média nacional.








