Financiamento de veículos cresce 10,9% no semestre e tem melhor início de ano desde 2008

Financiamento de veículos cresce 10,9% no semestre e tem melhor início de ano desde 2008

Volume de financiamentos sobe de 3,41 milhões para 3,78 milhões de unidades entre o primeiro semestre de 2025 e o de 2026

As vendas financiadas de veículos no Brasil somaram 3,78 milhões de unidades no primeiro semestre de 2026, entre novos e usados, considerando autos leves, motos e veículos pesados. O número representa crescimento de 10,9% em relação ao mesmo período de 2025 e é o maior volume para um primeiro semestre desde 2008, quando foram registrados 4,23 milhões de financiamentos no período. Os dados são da Trillia, linha de negócios da B3 dedicada a Dados, Analytics e Inteligência Artificial.

“Os dados do primeiro semestre de 2026 mostram um avanço relevante do crédito para a compra de veículos, em um mercado que vem se tornando mais organizado e transparente, com instrumentos de proteção como o Sistema Nacional de Gravames. A maior previsibilidade para bancos e financeiras por meio de dados ajuda a explicar o melhor início de ano em financiamentos desde 2008”, afirma Thiago Gaspar, superintendente de Relacionamento com Clientes na Trillia, nova linha de negócios da B3 dedicada a Dados, Analytics e Inteligência Artificial.

No acumulado de janeiro a junho de 2026, os veículos usados responderam por 2,38 milhões de unidades financiadas, enquanto os novos somaram 1,39 milhão. Em 2025, os volumes haviam sido de 2,18 milhões e 1,22 milhão, respectivamente.

Thiago Gaspar destaca o papel dos dados na sustentação desse movimento. “O financiamento cresce com base em informação e análise de risco. Instituições financeiras têm usado dados mais granulares para avaliar o perfil dos clientes, calibrar prazos e limites e ajustar políticas de concessão, o que contribui para um ciclo de crédito mais saudável em autos leves, motos e pesados”, complementa.

Autos leves seguem na liderança

Os autos e comerciais leves seguem concentrando a maior parte dos financiamentos. Em junho de 2026, o segmento somou 434 mil unidades financiadas, ante 388 mil em junho de 2025, alta de 11,9%. Na comparação com maio de 2026, houve variação negativa de 2,6%.

Entre autos leves novos, foram 112 mil unidades financiadas em junho de 2026, queda de 3,3% em relação ao mesmo mês de 2025. Os usados chegaram a 323 mil unidades, crescimento de 12,0% na mesma base de comparação. No acumulado do semestre, o prazo médio dos contratos de autos e comerciais leves foi de 47,2 meses, ante 46,3 meses um ano antes. O aumento é observado em todas as faixas de uso, com destaque para veículos entre 4 e 8 anos, cujo prazo médio passou de 50,0 para 51,3 meses, e para os modelos de 0 a 3 anos, de 49,4 para 51,6 meses.

Motos mantêm expansão

O segmento de motos mantém trajetória de crescimento, apoiado na demanda para uso diário e trabalho. Em junho de 2026, foram financiadas 155 mil motos, frente a 147 mil em junho de 2025, alta de 5,6%. Em relação a maio de 2026, houve queda de 3,9%.

As motos usadas somaram 116 mil unidades financiadas em junho de 2026, aumento de 5,5% na comparação anual. As novas responderam por 39 mil unidades, com variação negativa de 2,4% em relação a junho de 2025.

Pesados avançam com moderação

Os veículos pesados – caminhões e ônibus – também registraram crescimento. Em junho de 2026, foram financiadas 24 mil unidades, ante 22 mil no mesmo mês de 2025, avanço de 7,1%. Na comparação com maio de 2026, o aumento foi de 5,8%.

Os pesados novos somaram 13 mil unidades financiadas em junho de 2026, alta de 33,2% em relação a junho de 2025, enquanto os usados ficaram em 11 mil unidades, crescimento de 19,9% na mesma comparação. O desempenho indica continuidade dos investimentos em transporte de cargas e passageiros.

Desempenho por região

O crescimento do financiamento foi disseminado entre as regiões do país. No comparativo entre o primeiro semestre de 2026 e o mesmo período de 2025, o Centro-Oeste registrou a maior alta, de 13,1%. Em seguida aparecem Nordeste (12,6%), Sul (11,2%), Sudeste (10,6%) e Norte (4,4%).

Na distribuição do total financiado entre janeiro e junho de 2026, o Sudeste concentra 42,1% das operações, seguido por Sul (20,0%), Nordeste (19,6%), Centro-Oeste (10,8%) e Norte (7,5%).

Crédito da foto: iStock

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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