Consumidores prometem punir empresas que não protegem seus dados e recompensar as que colocam a proteção das informações em primeiro lugar

Consumidores prometem punir empresas que não protegem seus dados e recompensar as que colocam a proteção das informações em primeiro lugar

Novas descobertas de uma pesquisa global da Veritas Technologies, líder em market share de proteção de dados corporativos, revelam que os consumidores têm pouca confiança nas organizações para proteger seus dados pessoais. Com cada vez mais empresas sofrendo violações de dados e hackers aparentemente um passo à frente, quase duas em cada cinco (38%) pessoas acreditam que a maioria das organizações não sabe como proteger suas informações pessoais. Ao mesmo tempo, o estudo Veritas Global Data Privacy Consumer também mostra que os consumidores pretendem tomar medidas drásticas ao penalizar as empresas que não protegem seus dados, e recompensar as que o fazem.

Muitas companhias no mundo todo confiam nos dados para direcionar efetivamente bens e serviços que proporcionam experiências melhores aos consumidores. Porém, com a criação de regulamentos rigorosos de conformidade que dão às pessoas mais poder sobre seus dados – como o Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia (GDPR) e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), muitos consumidores estão examinando as empresas e responsabilizando-as pela proteção de seus dados pessoais.

O ‘Novo Normal’

O estudo, encomendado pela Veritas e conduzido pela 3GEM, entrevistou 12.500 pessoas em 14 países. Ele indica que os consumidores pretendem recompensar organizações que protegem adequadamente seus dados pessoais e punir aquelas que não o fazem, comprando em outro lugar ou atacando a reputação da marca.

Quase 62% dos pesquisados dizem que deixariam de comprar de uma empresa que não protege seus dados. Outro dado interessante é que praticamente a metade dos entrevistados (48%) afirma que abandonaria sua lealdade à uma determinada marca e consideraria buscar um concorrente. Se analisarmos apenas os consumidores brasileiros, os números surpreendem ainda mais: quase 69% deixariam de comprar de uma empresa que não protege seus dados, e aqueles que abandonariam sua lealdade a uma determinada marca e considerariam buscar um concorrente chegam a 59,8%.

Oito em cada dez (81%) pesquisados dizem que vão pedir para que seus amigos e familiares boicotem a organização, enquanto quase três quartos (74%) afirmam que chegariam ao ponto de denunciar o negócio aos órgãos reguladores. Além disso, quase 65% dos consumidores postariam comentários negativos sobre a companhia online.

No entanto, a pesquisa mostra que eles também pretendem recompensar as empresas que estão protegendo adequadamente seus dados. Quase 60% dizem que gastariam mais dinheiro com organizações nas quais confiam para cuidar de suas informações. Entre os brasileiros, esse número chega a 73%. Destes, mais de um quarto (27%) estão dispostos a gastar até 25% mais com empresas que levam a sério a proteção de dados.

“A confiança nas empresas foi abalada por violações e casos de high-profile em que as organizações demonstraram uma falta de compreensão de como os dados de consumo que detêm são usados ou compartilhados”, afirma Gustavo Leite, country manager da Veritas Brasil. “À medida que os consumidores exigem mais transparência e responsabilidade das empresas, o ‘novo normal’ será eles recompensarem as organizações que têm boas práticas de segurança de dados e punir aquelas que não têm. As empresas devem ser vistas como guardiãs confiáveis de dados se quiserem colher as recompensas associadas à construção da confiança do consumidor. “

Preocupações crescentes em torno da coleta de dados pessoais

Conforme cresce o interesse em como os dados pessoais são usados e compartilhados, a pesquisa mostra que os consumidores não consentiriam compartilhar as seguintes informações pessoais:

Detalhes sobre finanças pessoais, incluindo renda e hipoteca (60%)
Localização (40%)
Hábitos online (40%)
Detalhes sobre saúde/registros médicos (38%)
Orientação sexual (28%)
Preferências religiosas (26%)

Além disso, os consumidores estão se tornando mais cautelosos sobre como seus dados são compartilhados com empresas e terceiros. Nove em cada dez (92%) estão preocupados com a proteção de seus dados pessoais, sendo que 40% dos entrevistados afirmaram que não têm visibilidade sobre como as empresas estão usando ou compartilhando seus dados. E vinte e um por cento deles estão muito preocupados que seus dados pessoais sejam roubados.

“À luz dos recentes acontecimentos e mudanças na lei, os consumidores precisam de muito mais segurança quando se trata do que as empresas possuem de dados pessoais sobre elas, e como isso é compartilhado e usado”, diz Gustavo Leite. “Isso pode ter implicações significativas para organizações que dependem da coleta de dados para fornecer serviços inteligentes e direcionados, como aplicativos baseados em localização. As companhias mais bem-sucedidas serão aquelas capazes de demonstrar que estão gerenciando e protegendo dados pessoais de maneira compatível”, explica.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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