Empresa auxilia credores no monitoramento agrícola via satélite e possibilita a diminuição de inadimplência

Empresa auxilia credores no monitoramento agrícola via satélite e possibilita a diminuição de inadimplência

O custeio de atividades agrícolas é intensivo em capital e, para que o produtor obtenha uma safra rentável, são necessários grandes investimentos, como a contratação de mão de obra, manutenção de máquinas, compra de insumos etc. Além disso, apenas ao final da safra o produtor consegue pagar por todo material utilizado. Por conta disso, a busca por financiamentos e investidores é recorrente nesse setor. Entretanto, a assimetria de informação, distância dos grandes centros e ausência de garantias eficazes dificultam a concessão de crédito.

“Quando a safra não vem de acordo com o esperado, o produtor pode não conseguir honrar todos os compromissos assumidos no início do ciclo. Nesses casos, o credor que conta com a melhor informação e agilidade de ação chega antes dos demais e garante sua parte da lavoura”, conta Bernardo Fabiani, CTO da TerraMagna, agrotech brasileira que atua na mitigação de riscos do agronegócio.

Quando a produção não vai bem e o produtor não terá como pagar todos os financiadores, algum credor ficará sem receber naquela safra. Como um dos modos mais comuns de financiamento no agronegócio é a operação de barter (também chamada de troca), em que tanto o pagamento quanto a garantia estão na produção da lavoura, é essencial saber o que está acontecendo no campo.

Um dos métodos que mais cresceu nos últimos anos, o barter também trouxe alguns problemas para o investidor. O crescimento da inadimplência da carteira de crédito do produtor pessoa física dobrou em cinco anos, de acordo com os dados do Banco Central.

O mesmo acontece no crédito privado, a inadimplência pode ser até nove vezes maior em algumas regiões do país. Ainda segundo o Banco Central, a inadimplência dos produtores com financiamentos não pagos a mais de 90 dias somou R$ 3,4 bilhões ou 1,34% dos R$ 254 bilhões concedidos pelo sistema financeiro em 2018.

Desde 2015 os bancos têm diminuído o volume de financiamento lastreados no penhor agrícola e têm optado por garantir ilíquidas e de execução mais difícil, como hipotecas. Deixou-se de optar pelo penhor agrícola visto que o monitoramento precário disponível à época, baseado apenas no campo, era ineficaz na garantia do recebimento. Na safra de 2018/19, a inadimplência cresceu mais, atingindo até players tradicionais do mercado, tais como tradings.

Para evitar essas inadimplências, a TerraMagna realiza o monitoramento de lavouras por meio de um sistema próprio via satélite e também monitoramento de campo, o que ajuda a acompanhar as áreas em que os satélites tenham dificuldade de capturar, assim, tendo uma intervenção rápida e precisa.

O monitoramento funciona da seguinte forma: a empresa recebe o descritivo das operações de concessão de crédito e o financiador acompanha em tempo real a lavoura, chegando antes dos outros credores e evitando fraudes, como ausência plantio ou desvio do grão produzido. Caso sejam observados indícios de que haverá problemas no pagamento, o credor executa rapidamente o colateral e tem garantia de liquidez com a venda da colheita.

“Evitamos inadimplência em todos os financiamentos de nossos clientes, não apenas naqueles que historicamente apresentam risco. Com nossa tecnologia, é possível ter total controle não de uma, mas de todas as operações, sempre sabendo o que está acontecendo na lavoura e tendo a certeza de que irá receber no final da safra.

O uso de tecnologia para o agronegócio gera maior segurança no financiamento devido à frequência, qualidade e abrangência da informação, avaliação de todo portfólio de produtores, isenção dos dados via satélite usados e intervenção rápida e cirúrgica quando necessário”, finaliza o CTO da TerraMagna.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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