Evolução do mercado de Telecom exige que operadoras se tornem full service
Diante da evolução do mercado de Telecom e das transformações pelas quais passa, com o advento de novas tecnologias e regulações, surge a dúvida sobre como as operadoras devem se adequar ao novo cenário. “As empresas passarão a ofertar muito mais serviços de valor adicionado (SVA) e menos infraestrutura (commodity)”, explicou Carlos Eduardo Sedeh, CEO da Megatelecom, durante sua palestra no WEB Connection.
As redes deverão, em breve, estar prontas para trafegar informações com maior segurança e menor velocidade/tempo de resposta, além de serem mais inteligentes, dinâmicas e adaptativas. “Atualmente, na América Latina, existem cerca de 2 bilhões de dispositivos conectados (70% da população) e o tráfego de Internet crescerá 21% ao ano, entre 2017-22. O mesmo acontece com a velocidade média de acesso que deve subir de 11.7 para 28.1 Mbps”, disse.
“O streaming, por exemplo, vem crescendo muito rápido. Avanço que deve ser visto também em aplicações de câmeras IP, realidade aumentada e virtual, games, entre outros. Por isso, um dos desafios é diminuir a latência. O que importa é o quão rápido se consegue proporcionar ao cliente o acesso ao conteúdo desejado, e não mais a quantidade de banda”, completou Carlos Eduardo Sedeh.
O executivo destacou que essas, entre outras tendências do mercado de Telecom, são aplicações de alta complexidade que demandam de redes Carrier Grade e de altíssima disponibilidade, criando a necessidade ainda maior de investimentos em segurança das informações com Big Data, Analytics e IoT.
“Diante disso, as operadoras passarão a ser full service, ofertando não só Voz e Dados, mas também soluções. Empresas que não investirem para acompanhar as demais seguindo esse conceito, correm risco de se tornarem players de nicho – que não atingirão escala e sofrer com a queda de margem constante”, destacou o CEO.
A Megatelecom inovou investindo nesse conceito de Techcom: uma operadora de Telecom que também fornece serviços de Tecnologia da Informação com soluções customizadas.
O executivo ainda destacou que a chegada do 5G irá demandar investimentos para atualização de rede, novas células de transmissão (Small Cells/ Micro Cells) e que as operadoras devem atuar nos bastidores garantindo a pacificação do entendimento regulatório, a fim de cobrar leis que permitam esse investimento.


