Pesquisa aponta que 63% das empresas recebem notas fiscais com erros

Pesquisa aponta que 63% das empresas recebem notas fiscais com erros

Uma pesquisa realizada pelo Arquivei revelou que 63% das empresas recebem com frequência notas fiscais com algum erro tributário. “Os erros contábeis afetam o setor financeiro e prejudicam o crescimento da empresa. Muitas, inclusive, fecham suas portas por causa disso ou por falta de apoio contábil na sua gestão”, conta Lucas Ribeiro, sócio fundador da ROIT Consultoria e Contabilidade.

Segundo Ribeiro, além disso, algumas das falhas mais frequentes na contabilidade das empresas são: escolha incorreta de regime tributário; erros nas entregas de obrigações acessórias ao fisco; definição incorreta de código de serviço para uma atividade ou para um produto, gerando tributos com valores maiores ou menores do que o devido; não observância das normas fiscais; lançamentos contábeis em contas incorretas; reconhecimento incorreto entre custos e despesas; e não conciliação de contas.

“Uma empresa que paga mais tributos do que deveria, perde em competitividade, pois seu preço será maior do que o de seus concorrentes. Além disso, o tributo a mais acaba saindo da margem do empresário, que deixa de lucrar e investir no crescimento da sua empresa. Erros contábeis inclusive geram autuações e, às vezes, multas impagáveis, chegando a levá-la à falência”, afirma Lucas Ribeiro.

Lucas Ribeiro: erros contábeis prejudicam o crescimento das empresas.

A tecnologia tem se mostrado um caminho muito eficaz para a solução desses problemas, automatizando tarefas. Um exemplo é o ROIT Bank, uma fintech baseada em softwares com inteligência artificial, que além de muito mais veloz, oferece segurança nos lançamentos. Ela faz, de moto automático, o gerenciamento de todos os serviços operacionais do departamento fiscal, contábil e financeiro, gera as guias para recolhimento de impostos, agenda os pagamentos, respeita todas as regras fiscais e oferece segurança e rastreabilidade a todos os pagamentos realizados.

Mas, para além dos erros, Ribeiro acredita que o modo como a contabilidade é feita no Brasil é outro problema: “No nosso país a contabilidade é totalmente fiscal, dedicada a gerar guias de tributos a serem recolhidos pelas empresas e só”.

Para ele, a contabilidade deveria estar focada em apoiar o empresário e a empresa na sua tomada de decisão estratégica sobre custos, planejamento tributário, societário, sucessório, precificação e outras frentes, como já ocorre nos EUA e na Europa.

 “A tecnologia é uma excelente forma de evitar os erros contábeis, afinal a inteligência artificial é capaz de combinar milhões de hipóteses tributárias, que um humano jamais conseguiria. E, de quebra, o contador ainda fica livre para focar seu trabalho em estratégias e análises vantajosas para o empresário”, conclui Lucas Ribeiro.    

A amostragem da pesquisa feita pelo Arquivei foi realizada com aproximadamente 600 empresas de diversos segmentos de todo o Brasil.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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