Pessoas com câncer têm dificuldade para reinserção no mercado de trabalho

Pessoas com câncer têm dificuldade para reinserção no mercado de trabalho

Com o avanço da tecnologia na área médica, a cura do câncer se tornou uma realidade. No entanto, uma outra dificuldade vivida por pacientes é a reinserção no mercado de trabalho – algo ainda mais desafiador para mulheres, que historicamente têm que lidar com a cultura majoritariamente machista no mundo profissional.

A campanha Outubro Rosa, que tem como objetivo principal alertar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, é bem disseminada pela sociedade. No entanto, ainda parece ter pouco engajamento por parte do setor privado, que muitas vezes não oferece as condições adequadas para a reintegração de ex-pacientes. A Femama (Federação Brasileira das Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama) relata ter contado com o apoio financeiro de 12 empresas para a edição de 2019 da campanha, somente duas a mais do que em 2018.

Os sinais de que as organizações ainda precisam evoluir suas práticas relacionadas ao tema também estão em uma pesquisa realizada pela oncologista Luciana Landeiro, publicada na Revista Câncer, uma das principais publicações internacionais na área de oncologia. O estudo mostra que apenas 29% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama puderam desfrutar de algum ajuste em seus empregos para melhor se adaptarem à vida profissional.

“As chances de um paciente com câncer de mama voltar a atuar profissionalmente estão cada vez maiores, então as empresas precisam estar preparadas para lidar com essa realidade. Muitas vezes os profissionais são dispensados só por serem portadores da doença, o que pode configurar discriminação, e há companhias que não sabem que podem contratar ex-pacientes de câncer como PCDs (pessoas com deficiência), por exemplo. Há um grande desconhecimento sobre o assunto”, afirma Dra. Maira Caleffi, médica da Femama.

Câncer no mercado de trabalho

Dados de uma pesquisa coordenada pelo Go All (coalizão composta por ONGs e empresas do setor farmacêutico em prol do acesso a tratamentos oncológicos), em parceria com a ABRH-Brasil (Associação Brasileira de Recursos Humanos), mostram que as empresas ainda não estão preparadas para lidar com esse problema: 58% não possuem práticas de prevenção, acompanhamento, tratamento e reinserção de colaboradores com câncer.

O estudo mostra ainda que somente 9% das companhias mantém práticas consolidadas em relação à doença, enquanto 11% aplicam iniciativas incipientes, que demandam aprimoramento. Neste cenário, apenas 17% realizam campanhas ou disseminam informações sobre o câncer entre seus colabores com frequência.

De acordo com especialistas, o preconceito de gestores, a insegurança dos pacientes, a dificuldade de reintegração com a equipe e a falta de apoio das empresas são os principais obstáculos que dificultam a retomada da vida profissional pelas pessoas com câncer.

“Com o aumento da expectativa de vida dos pacientes com câncer, as empresas precisam adotar políticas para reinserir esses colaboradores. Essa é uma maneira de, não apenas evitar a perda de talentos, mas também contribuir com a autoestima e qualidade de vida dos pacientes recuperados”, explica Mônica Gregori, sócia da Cause, consultoria gestora do Go All.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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