Bebidas brasileiras defendem pacote com fim de incentivos à Zona Franca

Bebidas brasileiras defendem pacote com fim de incentivos à Zona Franca

O presidente da Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras), Fernando Rodrigues de Bairros, alerta o governo federal sobre a importância de incluir as multinacionais que fabricam o concentrado para refrigerantes na Zona Franca de Manaus no corte de incentivos fiscais. O ministro da Economia, Paulo Guedes, prepara um pacote de medidas para apresentar nesta terça-feira (5) e que deve prever um corte nos incentivos tributários em vigor. A expectativa é de que a medida gere uma folga de R$ 27 bilhões no Orçamento de 2020.

Fontes ligadas ao governo disseram à imprensa que a proposta de Guedes prevê o corte linear de 10% nos chamados “gastos tributários”, incentivos a setores da economia por meio da redução de impostos. Isso inclui programas como o Simples Nacional. No entanto, o corte pouparia os incentivos regionais, como os da Zona Franca de Manaus. Diante dessa informação, as indústrias de bebidas brasileiras reagiram, cobrando do governo um tratamento igualitário, sem privilégios a multinacionais instaladas naquela região, como Coca-Cola, Ambev e Heineken.

Fernando Bairros, presidente da Afrebras.

O representante de bebidas brasileiras desaprova o pacote de medidas proposto pelo ministro da Economia. “É uma sequência de erros de Guedes. Ele havia se posicionado neste ano que era contra os incentivos absurdos concedidos à Zona Franca de Manaus e principalmente contra a fabricação de concentrados. Chamando-os de xaropinho, admitindo que era errado”, critica Fernando Bairros.

O executivo alerta sobre os resultados que o Brasil pode sofrer se as sugestões de Paulo Guedes forem aprovadas nesta terça. “Se o corte de 10% dos benefícios não se aplicar aos incentivos regionais, como os da Zona Franca, o governo penaliza toda sociedade brasileira para favorecer três ou quatro multinacionais que estão instaladas no PIM [Polo Industrial de Manaus]”, afirma.

De acordo com Bairros, caso o pacote de medidas seja aprovado, o governo estará cedendo à pressão política feita pelo estado do Amazonas e atendendo lobbys de grandes corporações do setor de bebidas. “Se continuar dessa maneira, o Ministério da Economia vai continuar recebendo críticas severas da população brasileira”, diz.

“Entendemos que essa atitude é muito séria. Está ferindo totalmente a conduta moral do setor produtivo. O governo precisa motivar a economia, não desmotivar”, ressalta o presidente da Afrebras.

Para o representante de bebidas brasileiras, se Guedes não quiser sacrificar o Brasil inteiro por conta de apenas um estado, a solução seria alterar também os incentivos na região de Manaus. “É uma revolta não só do setor de bebidas, mas de toda sociedade brasileira. Não é justo de forma alguma conceder incentivos fiscais a multinacionais”, acrescenta.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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