Redação correta das atas e cargos diferentes para CEO e chairman são as principais práticas adotadas pelas empresas abertas

Redação correta das atas e cargos diferentes para CEO e chairman são as principais práticas adotadas pelas empresas abertas

Um estudo inédito da KPMG apontou que a redação clara das atas (98%) e a ocupação dos cargos de CEO e chairman por pessoas diferentes (96%) são as principais práticas de governança corporativa mais implementadas pelas empresas abertas que participaram do levantamento. Segundo a pesquisa, a prática menos adotada foi a implementação da Política de Destinação de Resultados aprovada pelo Conselho de Administração, por apenas 34% do total das companhias.

O estudo feito pelo ACI Institute, da KPMG, intitulado “Informe sobre o Código Brasileiro de Governança Corporativa — ICVM586” tomou como base as informações divulgadas, no ano passado, por 107 empresas abertas no Brasil, de acordo com a Instrução 586 da Comissão de Valores Mobiliários. Foram avaliadas 54 práticas recomendadas pelo código que foram ou não adotadas pelas companhias, abrangendo acionistas, o Conselho de Administração, Diretoria, órgãos de fiscalização e controle e políticas e procedimentos.

“A partir desse documento, é possível saber como está o desempenho das empresas listadas na Bolsa de Valores e como elas responderam às recomendações do Código de Governança Corporativa. Constatamos que houve um avanço, mas há ainda práticas que precisam ser implementadas ao longo do próximo ano”, analisa o sócio-líder de consultoria em Risco e Governança Corporativa da KPMG no Brasil, Sidney Ito.

Uma empresa do Novo Mercado, o segmento da bolsa com a maior exigência em relação à governança corporativa, foi a que mais aderiu às recomendações do Código Brasileiro de Governança Corporativa e adotou 87% das 54 práticas recomendadas. Já no grupo de empresas com o maior número de práticas não adotadas também consta uma companhia listada no Novo Mercado. Esta não adotou 21 práticas, representando 39% do total recomendado

Sobre as justificativas do Novo Mercado:

Das 107 empresas pesquisadas, 64 pertencem ao Novo Mercado. Desse universo, 47 adotaram ao menos 50% das recomendações do Código Brasileiro de Governança Corporativa. Uma empresa desse segmento adotou 13 práticas, sendo esta a que menos aderiu às recomendações. De forma geral, a maioria das empresas do Novo Mercado justificou a adoção parcial ou não adoção de determinada prática. Em 17 casos, a prática não foi justificada ou a justificativa não era adequada.

“Ao observamos alguma prática não sendo adotada pela empresa, precisamos avaliar se ela faz sentido no contexto em que atua. A ideia não é que uma companhia responda sim para 100% dos casos, mas que ela pondere quais ações são pertinentes para o seu meio e saiba justificar de forma eficaz as iniciativas que não fazem sentido”, complementa o sócio da KPMG.

Para ver o estudo na integra, acesse: http://home.kpmg/content/dam/kpmg/br/pdf/2019/07/br-informe-cbgc.pdf

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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