Copom deve fazer novo corte no início de 2020

O Banco Central (BC) inicia nesta terça-feira (10), a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 2019 e a expectativa do
economista-chefe da Porto Seguro Investimentos, José Pena, é de uma redução de 0,55 ponto percentual na taxa. As atenções estão concentradas na sinalização de que o Copom poderá dar sobre seus próximos passos. “O Banco central deve deixar a porta aberta para uma eventual última redução na reunião de fev/2020, que então levaria a Selic para 4,25%”, afirma.
Embora o IPCA esteja surpreendendo nestes últimos meses de 2019, diz Pena, essa alta está concentrada em poucos itens (carnes, energia elétrica e jogos de azar), que não refletem uma excessiva pressão de demanda interna, o que se fosse o caso, justificaria uma postura mais cautelosa do Copom. “Os núcleos de inflação seguem em patamares bastante confortáveis (próximos do piso do intervalo que contém a meta de inflação, considerando os 12 meses terminados em novembro)”, destaca. Pena.
Além disso, as expectativas, apuradas pelo levantamento Focus, seguem ancoradas. “Na verdade, as projeções para 2020 seguem abaixo (3,60%) do centro da meta (4,00%) para o próximo ano. Diante de todos esses fatores, me parece justificável e recomendável que o Copom mantenha amplo grau de liberdade para decidir em fevereiro sobre a Selic, evitando se comprometer desde já com um movimento que deve ocorrer em quase dois meses, salienta o economista.
Na avaliação de Pena, os juros para os tomadores de crédito seguem caindo lentamente e por isso há espaço para quedas adicionais nas diversas linhas de crédito mesmo que o Copom eventualmente sinalize o encerramento do atual ciclo monetário a partir da reunião desta semana.








