Uso da biomassa é alternativa renovável na geração de vapor para a indústria

Uso da biomassa é alternativa renovável na geração de vapor para a indústria

As mudanças climáticas têm exigido substituir combustíveis fósseis (derivados do petróleo) por fontes energéticas renováveis, o que requer adequações nas práticas empresariais em todo o mundo. Uma das principais alternativas é a biomassa (matéria orgânica), queimada diretamente em caldeiras para que a energia térmica seja utilizada na produção de vapor.

Um exemplo de indústria que se adaptou a essa fonte renovável é a Ibema Papelcartão, um dos principais players na América Latina na fabricação de papel para embalagens, que utiliza biomassa em sua Unidade Turvo (na região central do Paraná). Ali, uma caldeira é alimentada com cerca de 2,8 mil toneladas/mês de cavacos de madeira, 100% vindos de árvores de reflorestamento.

O vapor gerado na caldeira (cerca de 12,5 mil toneladas por mês) é usado no processo de aquecimento dos rolos para a secagem do papelcartão produzido na fábrica. Apesar de envolver a queima da biomassa e geração de gases do efeito estufa, o fator de emissão é neutro, pois não se trata de um combustível fóssil. “Com esse combustível renovável, a empresa deixa de emitir 21 mil toneladas de CO2e por ano [toneladas métricas de dióxido de carbono equivalente], quando comparado a uma caldeira movida a gás natural”, explica o gerente de Sustentabilidade da Ibema Papelcartão, Vinícius Panebianchi dos Santos.

A medida se refere à economia obtida na emissão de gases do efeito estufa: as toneladas métricas de dióxido de carbono equivalente são uma medida usada internacionalmente, que transforma outros gases em termos equivalentes ao dióxido de carbono (CO2), levando em consideração seu potencial de aquecimento global.

“Quando utilizamos um combustível de biomassa, o fator de emissão de gases do efeito estufa é praticamente zero, pois, no balanço final, estamos devolvendo à atmosfera um carbono que foi retirado dela durante o crescimento daquela árvore plantada. É diferente da queima de combustível fóssil, que emite um carbono que antes estava armazenado no subsolo em forma de petróleo”, explica Santos.

Com decisões que enfocam a sustentabilidade, indústrias como a Ibema Papelcartão têm alcançado um retorno na qualidade ambiental e também financeiro.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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