Vagas de trabalho temporárias podem chegar a 100 mil no final do ano

Vagas de trabalho temporárias podem chegar a 100 mil no final do ano

O desemprego no Brasil continua ainda bastante alto por causa da crise que o país tem passado desde 2014. Segundo o IBGE, o Brasil fechou o 3º trimestre do ano com uma taxa de desemprego de 11,8% o equivalente a 12,5 milhões de pessoas. Isso significa que praticamente 1 em cada 8 brasileiros está sem trabalhar.

Contudo, as festas de final de ano costumam trazer um alento com milhares de vagas temporárias para trabalhar nestas datas. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) as vagas podem chegar a 91 mil. Contudo, com os recentes recordes de vendas na Black Friday crescendo 23,6% em relação à 2018 segundo a Ebit/Nielsen, já há especialistas acreditando que o número de vagas pode ser maior.

Thomas Carlsen, fundador da mywork, startup de controle de ponto online, acredita que as vendas de Natal podem surpreender. “As vendas fortes na Black Friday, a liberação de saldo de FGTS e o crescimento acima do esperado da economia no trimestre são bons indicativos que teremos o maior crescimento de vendas dos últimos 5 anos”.

Para os que estão à procura de trabalho essa pode ser a oportunidade de ganhar um dinheiro e ainda ter chance de ser efetivado. Segundo o CNC, o salário médio deve ser de cerca de R$1.300, sem contabilizar comissões, comuns no ramo de vestuário para as equipes de vendas. Essa área, inclusive, deve representar cerca de 70% das contratações de temporários. O restante fica dividido entre hiper e supermercados (13%), artigos para uso pessoal e doméstico (11%) e demais áreas (6%).

Para as empresas que contratam, os trabalhadores temporários são essenciais para o pleno funcionamento das operações. Contudo, antes da Reforma Trabalhista de 2017, as contratações de temporários não eram simples. Daniel Hermann, 25, trabalhou como temporário em uma grande rede de lojas de roupa. “Fui contratado como CLT para trabalhar por cerca de 30 dias”. Desde a Reforma, o processo de contratação ficou mais simples, mas os direitos dos funcionários temporários são parecidos aos de funcionários CLT. Isso inclui:

  1. Remuneração igual aos funcionários CLT
  2. Jornada de até 8 horas diárias com pagamento de horas extras e adicional noturno
  3. Pagamento de férias proporcional ao tempo trabalhado
  4. Descanso Semanal Remunerado
  5. Processo de demissão igual aos funcionários CLT
  6. Vale-Transporte
  7. 13º salário proporcional

O FGTS neste caso é substituído por um pagamento de 1/12 do total de remuneração recebida. E os funcionários temporários não têm direito ao seguro-desemprego.

Há estimativas que cerca de 25% dos contratados temporariamente podem ser efetivados depois deste período “O importante é se dedicar e mostrar ao empregador que você pode agregar à empresa de forma efetiva após as festas” finaliza o executivo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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